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ONU declara 2012 como Ano Internacional das Cooperativas

25 Set 2012 - 18h04

Para evidenciar o quanto o modelo de negócio do cooperativismo contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades em que atua, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Nada mais justo, já que o cooperativismo é um movimento que gera qualidade de vida para cerca de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo.


Associações de propriedade coletiva, formadas por pessoas que possuem interesses comuns, organizadas economicamente e de forma democrática, com a participação livre de todos com idênticas necessidades formam uma cooperativa. A intenção da ONU é evidenciar, durante todo o ano, por meio de diversos eventos e iniciativas, o quanto o cooperativismo contribui para o desenvolvimento socioeconômico justo das comunidades em que atua. Isso porque, de acordo com a entidade, entre outros benefícios, o modelo de negócio das cooperativas estimula a geração de empregos, contribui para a redução da pobreza e promove a integração social. 

Santa Catarina possui um dos modelos de cooperativismo mais respeitados do Brasil, com 1,259 milhão de associados. O setor agropecuário catarinense é o de maior expressão econômica, segundo Geci Pungam, superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). No ano passado, o setor foi responsável por 60% de toda a movimentação econômica do sistema no estado e gerou mais de R$ 9 bilhões.

"O número de associados do setor agropecuário é de 63 mil, um dos menores comparado aos outros, no entanto é o que mais gera movimentação financeira. O total movimentado pelas cooperativas de 11 setores é de R$ 15 bilhões", confirmou Pungam. Para o ano de 2012 é esperado um crescimento de 20%.

Segundo o superintendente da Ocesc, a maior vantagem em fazer parte de uma cooperativa é receber o desconto no Imposto de Renda anual, já que tanto os associados quanto as cooperativas contribuem. Pungam apontou como outra vantagem o fato do valor distribuído no final de cada ano aos associados ser proporcional ao que cada um cooperou, independente do tamanho ou faturamento da empresa.

Gestão democrática, transparência das informações, interação com a comunidade e assistência técnica fornecida ao produtor e empresário são ainda benefícios que as cooperativas oferecem.

Com a declaração oficial do Ano Internacional das Cooperativas, a ONU espera, até o final de 2012, aumentar a consciência pública a respeito do papel das cooperativas e sua importância para o desenvolvimento sustentável e para a realização dos ODMs - Objetivos do Milênio, assim como  incentivar governos de todo o mundo a criar políticas, leis e regulamentações que fomentem a formação, crescimento e estabilidade das cooperativas. 

A ONU destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhece seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, onde oferecem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento socioeconômico dos cooperados e comunidades onde atuam.

O cooperativismo brasileiro integra mais de 30 milhões de pessoas. Todas são protagonistas de histórias de sucesso. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) atuam de forma sistêmica para o crescimento de 13 setores econômicos.

 

Objetivos do Ano Internacional das Cooperativas

        Aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento, promover a formação e o crescimento das cooperativas, e incentivar os governos a estabelecer políticas, leis e regulamentos propícios para a formação, crescimento e estabilidade das cooperativas são os principais objetivos traçados pela ONU ao declarar este ano como de destaque para o sistema cooperativista.

 

Origem do cooperativismo

O cooperativismo teve origem na Inglaterra por iniciativa de operários da cidade de Rochdale que, prejudicados pelo novo modelo industrial - em que as máquinas substituíram o trabalho artesanal e algumas atividades - procuraram outras formas de garantir o sustento de suas famílias.


A decisão de criar uma sociedade de consumo baseada no cooperativismo puro partiu desse grupo de trabalhadores, e, em 1844, originou a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale Limitada, um armazém comunitário. Onze anos após a fundação, a organização já contava com 400 sócios.

Desde então, o cooperativismo cresceu e as normas definidas por aqueles tecelões passaram a nortear as ações das cooperativas em todo o mundo.

Atualmente o cooperativismo está presente em mais de 100 países e soma mais de 1 bilhão de cooperados em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 100 milhões de postos de trabalho no planeta. No Brasil já são mais de 6.650 cooperativas, com mais de 9 milhões de cooperados, sendo o crédito o ramo com maior representação no cooperativismo nacional. (Michelle Dias)

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