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Um bom exemplo

O esporte como inclusão social. Futebol e educação andam lado a lado no Rio Molha

14 Jun 2012 - 11h54
O esporte como inclusão social. Futebol e educação andam lado a lado no Rio Molha -
O esporte como inclusão social. Futebol e educação andam lado a lado no Rio Molha

Campeões no social, coordenador Odair (E), professor Rafael e alunos fazem pose de vencedores na foto (Foto: Arquivo Folha/SC)

Desde março de 2010, o Clube Rio Molha cede seu campo para manter as crianças e adolescentes do bairro em alguma atividade esportiva. O objetivo é um só: afastar os jovens das drogas, através da realização do Projeto Social Escolinha de Futebol Estrelas do Rio Molha. Atualmente o projeto é coordenador por cinco voluntários, entre eles o autônomo Odair José Pereira, 37 anos. Cerca de 90 crianças de 4 a 17 anos estão inscritas no projeto, com aulas três vezes por semana.


Além de afastar os garotos das drogas, o projeto ainda tem a função de auxiliar na educação. "Para permanecer no projeto, exigimos dos alunos média 7 no boletim. Caso contrário, eles recebem atividades como reciclar lixo e ajudar na manutenção do espaço. É uma maneira de incentivá-los a irem bem nos estudos", revela Pereira.

Mas, apesar do trabalho social, a dificuldade em manter o projeto é a falta de recursos. O salário do professor é pago com o apoio da Unimed e da Faculdade Jangada. Porém, para comprar materiais esportivos e outras despesas, os alunos necessitam da ajuda dos pais. "O problema é que são famílias humildes. Todo mês temos que tirar dinheiro do bolso para não deixar o projeto morrer", revela Odair.

O foco é o social

A maior preocupação, segundo Pereira, é formar bons cidadãos. Porém, em conseqüência ao trabalho realizado, poderão surgir bons atletas. "Quando surgir alguma revelação encaminharemos a escolinhas de futebol que visam à comercialização de jogadores. Nosso trabalho continuará sendo social", esclarece.

A satisfação

O pintor Odair José Pereira caiu de paraqueda no projeto, mas hoje tem satisfação no que faz. Ele acompanhava e ajudava nos trabalhos a distância, até que assumiu a coordenação. "O meu retorno é a satisfação. Me apeguei as crianças. Muitas tem grandes problemas em casa e encontram nas aulas um refúgio, um momento para sorrir. Posso dizer que tenho 90 filhos", comemora.

O sonho

O flamenguista Brayan Pimentel Bassani, 6 anos, começou esse ano no projeto. Perguntado sobre seu sonho, ele não pensou duas vezes. "Quero ser um bom zagueiro, por isso me esforço nos treinos", explica. Ele aponta o segredo para ter sucesso na posição. "É preciso tranqüilidade e coragem", avisa. No meio da conversa, o coordenador dá incentivo. "Ele é um bom zagueiro. Terá sucesso", grita Odair.

RODRIGO FLORIANI

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