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Governo libera recursos para o PAC 2, mas programa segue lento em SC

16 Abr 2012 - 13h16

Enquanto as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, estão atrasadas em pelo menos um ano, o governo federal libera nesta segunda-feira R$ 404,4 milhões do PAC 2.

Esta fase do programa, garante, segundo o Ministério das Cidades, a continuidade das melhorias, injetando mais recursos aos projetos. Até agora, dos R$ 70 milhões do PAC1, na Capital, foram investidos apenas 37% (R$ 26,1 milhões). As obras de urbanização beneficiam quase 6 mil famílias de baixa renda que moram em áreas de risco.

Dos R$ 404,4 milhões do PAC2, o maior montante, R$196 milhões, é para Florianópolis. A promessa é acelerar a implantação de água e esgoto nas comunidades do Maciço e dentro de três anos aumentar a cobertura de tratamento de 55% para 75% em toda a cidade.

Também está prevista a implantação de uma macroadutora para a região do Bairro Itacorubi e um emissário submarino na Praia do Campeche, Sul da Ilha.

Mas para a conclusão das melhorias, somente a garantia dos recursos não basta. Os valores ficarão à disposição dos munícipios que devem apresentar projetos dentro das normas da Caixa Econômica Federal (CEF) e encontrar, por meio de licitação, empresas interessadas em executar as obras.

Na Capital, por não conseguir ultrapassar estes dois requisitos, a urbanização do maciço está paralisada em duas frentes de trabalho há seis meses e um deles sequer começou. O prazo de entrega das obras encerrou em março do ano passado e foi prorrogado por mais três anos ainda que com dinheiro à disposição.

- É um desafio para todos os órgãos. No nosso Estado é a primeira vez que se faz um trabalho com esta abrangência em áreas completamente diferentes das de costume. Lá, muitos materiais precisam ser carregados nas costas, as ruas não comportam a passagem de grandes caminhões e a geografia acidentada pode sempre surpreender os engenheiros - explica o prefeito de Florianópolis, Dário Elias Berger.

Nas 16 comunidades do maciço, localizadas na área central de Florianópolis, com tamanho equivalente a mais de 300 campos de futebol, apesar da sensação de angústia e incerteza pelo lento andamento das obras, o pouco entregue já mostrou bons resultados.

Na Caieira e na Serrinha o sistema de água e esgoto foi 100% executado. No Jagatá e na Queimada as obras de infraestrutura estão quase prontas. No Morro do Céu, as famílias têm ruas pavimentadas para caminhar e muros de contenção aumentaram a sensação de segurança.

É lá, que também foram entregues oito moradias novas, todas construídas com concreto armado de dois e três quartos e com até três pisos. A vista privilegiada da casa nova animam moradores como Juliana Silva e João Cardoso. Cada um ganhou uma moradia, ela uma rosa e ele uma verde. 

- Pelo menos aqui estamos seguros, duvido uma chuva que consiga derrubá-la - comemora Juliana.

DIÁRIO CATARINENSE

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