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Bufê onde mulher caiu de brinquedo em SP havia sido interditado

20 Jul 2011 - 11h32

O bufê onde uma advogada de 30 anos morreu após despencar do carrinho de uma minimontanha-russa havia sido interditado pela Prefeitura de São Paulo no dia 6, devido a irregularidades no prédio. O local também não tinha licença.


Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o local havia sido multado três vezes, num total de R$ 19 mil, devido a problemas na obra do prédio e, finalmente, sido interditado no dia 6. O bufê desobedeceu a ordem e reabriu.

A secretaria informou, no entanto, que a manutenção e a operação de brinquedos em bufês fica a cargo dos donos.

O acidente aconteceu no último sábado, quando Vanessa Nespoli e o marido, Heber Carneiro de Moraes, 33, comemoravam o primeiro aniversário do filho de um colega de trabalho dela. Natural de Cuiabá (MT), ela era coordenadora da área de contratos da Rede Energia e morava com o marido em São Paulo desde abril de 2009.

Vanessa e o marido entraram na minimontanha-russa do Buffet Aquarela Kids, no Tatuapé (zona leste de SP) por volta das 23h. O brinquedo, com dois carrinhos, comporta até quatro pessoas. Os dois estavam sozinhos no equipamento no momento.

Só o ponto de embarque é iluminado. Os trilhos do brinquedo, que chega a atingir uma altura de cinco metros, correm por uma sala escura, no primeiro andar do imóvel, na rua Emílio Mallet.

"Só vi quando o carrinho já tinha caído", disse ontem o marido de Vanessa. Fragilizado, ele não quis falar mais.

Segundo a polícia e testemunhas, o cockpit --cabine de fibra onde os passageiros se acomodam-- se despregou do chassi do carrinho, que continuou no trilho, e o casal despencou de uma altura aproximada de cinco metros.

Vanessa bateu a cabeça no chão. Heber, segundo testemunhas, caiu sobre ela.

A festa, que reuniu cerca de cem pessoas, já estava quase no fim. Mas muitas crianças ainda viram quando a advogada foi removida pelos bombeiros ensanguentada.


Ela teve de ser retirada pela porta de entrada do brinquedo. Segundo testemunhas, não havia uma saída alternativa. Ela foi levada ao hospital do Tatuapé, mas não resistiu.

"Não tinha nenhuma restrição quanto a idade, a peso, nenhuma placa de instruções gerais para entrar no brinquedo", diz Ricardo Wanderson Silva, 36, colega de trabalho de Vanessa.

Ele conta que andou na montanha-russa com a filha de 11 anos no início da festa. A volta, segundo ele, durava entre dois e três minutos.

"Quando você entra, o adolescente que opera o brinquedo abaixa a trava, aperta o botão, e só", diz. "Ele dava muito tranco, mas nada preocupante, só o desconforto."

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as responsabilidades criminais. Rodrigo Saraiva, que consta no boletim de ocorrência como dono do bufê, esteve no 30º DP na noite do acidente.

"Registramos como homicídio culposo [sem intenção de matar]. Alguém vai responder por esse homicídio, porque tudo indica que não foi culpa da moça", disse o delegado José Matallo Neto.

Fonte: Folha SP

Premix Concreto

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