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Anísio volta ser preso em ação contra o jogo do bicho no Rio, diz polícia

13 Mar 2012 - 14h32

 

Menos de uma semana depois de ter sido beneficiado com um habeas corpus, o ex-patrono da Beija Flor, Aniz Abraão David, conhecido como Anísio, voltou a ser preso no Rio por suspeita de envolvimento com o jogo do bicho no Rio. Segundo a Políciai Federal, ele é um dos oito presos na manhã desta terça-feira (13) durante uma operação deflagrada no Rio e em Niterói, na Região Metropolitana.


A decisão que havia concedido a liberdade a Anísio foi dada na sexta-feira (9), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ex-patrono está internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul, desde o dia 13 de fevereiro. Anísio sofre de "cardiopatia hipertensiva", e segundo o hospital, deu entrada na unidade com problemas "para investigação clínica de distúrbios gastrointestinais e otorrinolaringológicos."

Procurada pelo G1 nesta terça-feira, a assessoria do hospital informou que o paciente continua no hospital.

Combate ao jogo do bicho
De acordo com a PF, os suspeitos presos nesta terça-feira estão vinculados à exploração do jogo ilegal e máquinas caça-níqueis no estado. Ao todo, os agentes cumprem 10 mandados de prisão, que foram expedidos pela Justiça após investigações realizadas durante a Operação Hurricane.

Os presos serão levados para a sede da PF, na Zona Portuária da cidade. De lá, irão para um presídio do sistema penitenciária do Rio.


Combate à contravenção
A Operação Hurricane foi realizada em 2007. Na época, 25 pessoas foram presas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, e no Disitrito Federal. Entre os presos, segundo a PF, estavam chefes de grupos ligados a jogos ilegais, desembargadores, empresários, policiais e advogados. A operação foi desencadeada para desarticular uma organização criminosa que atuava na exploração do jogo ilegal e cometia crimes contra a administração pública.

Desde então, a polícia tenta fechar o cerco contra o jogo do bicho no Rio. Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil desencadeou operação semelhante contra os contraventores. Na operação Dedo de Deus, policiais chegaram a descer de rapel de um helicóptero na cobertura de Anísio, em Copacabana, na Zona Sul. Ele não estava em casa.

Um mês depois, Anísio foi preso por policiais civis em frente a um laboratório médico, na esquina da Rua Joaquim Nabuco com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana.

Na sexta-feira (9), o STJ também concedeu habeas corpus para dois outros suspeitos de envolvimento com a contravenção: Luizinho Drummond. O habeas corpus concedido a Anísio foi uma extensão do benefício que a Justiça deu há cerca de um mês a outro suspeito: o presidente da escola de samba Grande Rio, Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho da Grande Rio.

GLOBO.COM

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