ESPORTE

Presidente do Flamengo presta depoimento sobre incêndio no CT Ninho do Urubu

21 Mar 2019 - 17h47Por Ciro Campos e Raphael Ramos

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, prestou depoimento nesta quinta-feira no 42.º Distrito Policial, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Acompanhado por um advogado e por membros da diretoria da clube, o dirigente foi ouvido pelos policiais durante cerca de duas horas para o inquérito que investiga a morte de 10 garotos das categorias de base em um incêndio no CT Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro.

Landim foi à Polícia Civil para prestar esclarecimentos e explicar como era a atuação do clube no local antes da tragédia. A polícia espera concluir o inquérito no começo de abril e aguarda para as próximas semanas outros depoimentos. As principais oitivas serão com dirigentes da gestão anterior do Flamengo, encerrada em dezembro do ano passado.

O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, será um dos ouvidos, assim como o vice-presidente de patrimônio Alexandre Wrobel, que era o responsável pelas obras no CT Ninho do Urubu. O objetivo do trabalho é apurar as causas do incêndio, assim como identificar os possíveis responsáveis. Segundo a perícia, o fogo começo após um curto-circuito no ar-condicionado de um dos quartos do alojamento.

Enquanto a negociação avança, grande parte das famílias das vítimas tem reclamado da falta de acordo com o clube pelas indenizações. Na última terça-feira, um grupo de advogados que representam os parentes de sete garotos convocou uma entrevista coletiva em que reclamaram da falta de interesse do Flamengo para se reunir e negociar o pagamento das indenizações.

O clube se defendeu em nota oficial logo depois. No texto, a diretoria reiterou ter conseguido fechar acordo com uma família e ter negociação com outras três, além de afirmar que na primeira tentativa de acordo coletivo, em 21 de fevereiro, os advogados não aceitaram a proposta de indenização e encerraram possíveis contatos por contrapropostas.

EM ESPERA - Cerca de 40 dias depois da tragédia, a situação das famílias é de espera. O Estado entrou em contato com parentes de familiares, que relataram estarem distantes do processo e no aguardo de soluções conseguidas pelos advogados nos contatos com o clube. Como alguns dos garotos que morreram não eram do Rio de Janeiro, os parentes têm deixado a negociação nas mãos dos representantes.

O Flamengo paga uma ajuda de custo de R$ 5 mil mensais para as nove famílias que ainda não entraram em acordo. O clube alega que gastou até o momento mais de R$ 200 mil com passagens aéreas, hospedagens e traslado dos corpos das vítimas. Dos 16 jogadores sobreviventes, a diretoria já fechou acordo de indenização com 13 famílias e está em negociação com as três restantes.

Premix Concreto

Matérias Relacionadas

Esportes

Juventus estreia nesta quarta no Campeonato Catarinense

Partida terá transmissão da Rádio Jaraguá, a partir das 20h
Juventus estreia nesta quarta no Campeonato Catarinense
Esportes

Árbitra catarinense apitará Libertadores Feminina

A competição será disputada Na Argentina de 5 a 22 de março.
Árbitra catarinense apitará Libertadores Feminina
Esportes

CBF muda horário do segundo jogo da final da Copa do Brasil

Partida entre Palmeiras e Grêmio será às 18h (horário de Brasília)
CBF muda horário do segundo jogo da final da Copa do Brasil
Saúde

Cirurgias eletivas são suspensas por 20 dias em SC

Não estão suspensas as urgências e as emergências e nem os procedimentos tempo-sensíveis - aqueles em que a vida do paciente pode estar em risco
Cirurgias eletivas são suspensas por 20 dias em SC
Ver mais de Esportes