Camara Schroeder - Agosto 2026
ECONOMIA

Novo na idade, mas conservador na hora de investir

06 Mai 2019 - 12h25

O jovem brasileiro pode ser moderno nos costumes, mas é conservador na hora de investir. Sem educação financeira e cultura de investimento, a moçada que consegue guardar dinheiro se inspira pouco nas opções mais arrojadas disponíveis no mercado. Caderneta de poupança, conta corrente e até o colchão são os lugares preferidos por quem tem entre 18 e 24 anos e reserva parte do que ganha para o futuro.

Entre os entrevistados na pesquisa da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 52% guardam dinheiro. A proporção é maior principalmente entre homens, das classe A e B: chega a 67,5%.

A opção de investimento favorita dos jovens é a poupança, com a preferência de 52,8% dos entrevistados. Em termos de rentabilidade, o produto ficou em último lugar no ranking de investimentos de abril, com retorno de 4,55% ao ano.

A segunda forma preferida da moçada para guardar dinheiro é a própria casa, embaixo do colchão. É a opção de 24,6%, seguida pela conta corrente, mencionada por 20,2%. São escolhas que não protegem o dinheiro nem sequer da inflação, que em 12 meses está em 4,58%.

"Já guardei dinheiro em casa, para controlar melhor o quanto eu gastava", diz Sidnei Campos, de 21 anos. "No banco, ia gastando no cartão e perdi o controle." Estagiário de Direito, ele estourou o limite de R$ 2 mil que tinha no cartão de crédito no ano passado. "Sou o cara mais 'gastão' que conheço", diz.

Para a coordenadora do curso de Economia do Insper, Juliana Inhasz, a situação cria um passivo nacional para o curto prazo. "Os jovens não fazem ideia de como isso vai ter impacto em sua vida lá na frente, com taxas de juros maiores em financiamento, principalmente agora com a lei do cadastro positivo, que terá uma lembrança maior da vida financeira dos brasileiros", diz.

Assim como Samira Ferreira, que hoje tem dívidas por estudar em tempo integral que somam R$ 50 mil, a estudante Juliana da Paz também recorre a bicos para completar o orçamento e pagar o aluguel da casa que divide com quatro pessoas. "Gasto mais do que ganho e todo mês entro no cheque especial." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Matérias Relacionadas

Economia

WEG paga participação nos lucros nesta quarta-feira (12)

O faturamento da empresa jaraguaense foi de R$ 40,8 bilhões em 2025
WEG paga participação nos lucros nesta quarta-feira (12)
Economia

Endividamento cresce, mas inadimplência cai entre famílias catarinenses em julho

Enquanto o endividamento atingiu 76,9% das famílias, a inadimplência caiu para 23,6%, segundo levantamento da CNC e da Fecomércio SC.
Endividamento cresce, mas inadimplência cai entre famílias catarinenses em julho
Economia

Santa Catarina lidera participação feminina no emprego industrial no Brasil

Estado tem 33,65% dos vínculos industriais ocupados por mulheres, acima da média nacional de 25,79%; avanço também aparece em áreas como engenharia, ocupações técnicas e cargos de direção e gerência
Santa Catarina lidera participação feminina no emprego industrial no Brasil
Economia

WEG é destaque entre empresas catarinenses mais inovadoras do Brasil

Ao todo, 11 empresas catarinenses aparecem entre as mais inovadoras do país. Além da liderança da WEG, o estado conquistou duas vice-lideranças e colocou seis empresas entre as cinco primeiras colocadas em diferentes categorias.
WEG é destaque entre empresas catarinenses mais inovadoras do Brasil
Ver mais de Economia