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SAÚDE

Médico cubano que atua em Jaraguá deve deixar o país

A decisão se dá por causa de mudanças no Programa Mais Médicos, propostas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

16 Nov 2018 - 10h58Por Sérgio Luiz

O único médico cubano que atua em Jaraguá do Sul através do programa Mais Médicos, deve deixar a cidade até o dia 25 de dezembro desse ano. O profissional atende na unidade de saúde do CAIC, no bairro São Luís. De acordo com o secretário de saúde, Dalton Fischer, desde o início de 2018, três médicos do programa já deixaram a cidade, duas brasileiras e um mexicano. “E ainda não foram repostos pelo Ministério da Saúde”, lamenta. “Caso ocorra realmente a saída desse profissional, estaremos providenciando a contratação de outro médico. Naturalmente, qualquer saída de profissional na saúde sempre ocasiona uma grande perda, fazendo com que tenhamos que redirecionar parte da carga horária de um médico de outra unidade, enquanto providenciamos a reposição, que nem sempre é rápida”, completou.

O prazo estabelecido vale para todos médicos cubanos do país, contratados através do programa do governo federal. No Brasil, dos atuais 16.150 médicos do programa, 8.332 são cubanos. A saída de todos será gradual de acordo com a região que atuam. Os dados foram informados em reunião da embaixada de Cuba com representantes do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Canasems) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), até então responsável por intermediar a vinda de médicos ao programa. O fim da participação dos médicos cubanos foi anunciado na quarta-feira (14), depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), questionou a qualidade da qualificação dos médicos cubanos e comunicou a intenção em modificar o acordo, exigindo revalidação dos diplomas no Brasil e contratação individual. Para compensar o vácuo deixado pelos cubanos na atenção básica, o Ministério da Saúde deve lançar na próxima semana, um edital de reposição emergencial das vagas.

Após a decisão do governo cubano, de chamar de volta todos os médicos daquele país, Bolsonaro publicou em sua conta no twitter: “Condicionamos a continuidade do Programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem as suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”.

 

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