Saúde

Coronavírus: No Brasil o contágio está mais lento do que na Itália

Especialista aponta que 'pior ainda está por vir'

23 Mar 2020 - 11h50Por Da Redação
Coronavírus: No Brasil o contágio está mais lento do que na Itália - Crédito: Ilustração Crédito: Ilustração

O Brasil demorou mais para passar de cem para mil casos de Covid-19 do que países como Itália e Espanha. Os dados utilizados são compilados pela universidade americana Johns Hopkins. O país passou de cem pessoas infectadas com o novo coronavírus no dia 13 de março. Naquele dia, foram registradas 151 casos. Oito dias depois, em 21 de março, o Brasil atingiu o milésimo teste positivo e chegou a 1.021 pessoas com a doença.
Na Itália, esse movimento aconteceu entre 23 e 29 de fevereiro (seis dias); na Espanha, entre 02 e 09 de março (sete dias). Isso significa, na avaliação do estatístico especialista em epidemiologia, Antonio Ponce de Leon, que o ritmo de infecções no Brasil está mais lento.
O levantamento considera a partir do 100º caso porque antes disso existe muita incerteza nos dados, e até chegar a essa marca alguns países registraram quase exclusivamente casos importados. A barreira do 100º episódio é, ainda, um limite arbitrário para presumir que um país já está tendo transmissão comunitária (ocorrências internas, não importadas).
Itália e Espanha são os países europeus mais afetados pelo vírus. O primeiro registrou mais de 59 mil casos e 5,4 mil mortes. Já os espanhóis tiveram 28,7 mil pacientes com 1,7 mil mortes.
Ambos, que tiveram seus sistemas de saúde colapsados por conta da doença, começaram o combate restringindo os testes apenas aos casos mais graves, mesma estratégia brasileira. A justificativa era de que este era um recurso finito e caro. Na avaliação da médica Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a notícia é boa, mas o pior está por vir.
Essa medida é criticada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda a ampliação da quantidade de testes. Com o aumento da doença, os três países estão buscando mecanismos para ampliação do número de exames — o Brasil, por exemplo, comprou 10 milhões de testes.
Estados Unidos e Alemanha também passaram de cem para mil casos mais rápidos do que o Brasil. O primeiro levou oito dias (entre 03 e 11 de março) e o segundo, sete (entre 02 e 09 de março).
Os americanos também restringiram o acesso aos testes aos pacientes mais graves. Já a Alemanha adotou medidas mais parecidas com a Coreia do Sul e Cingapura, que aumentaram o volume de exames realizados e conseguiram conter o número de doentes.
Ainda segundo Leon, daqui a alguns dias será possível avaliar melhor como será a curva de casos e de mortes no Brasil comparado a outros países onde a pandemia chegou primeiro. Já o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, em entrevista coletiva, que infecções por coronavírus deverão disparar no Brasil entre os meses de abril a junho.

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