Caraguá
Saúde

Caso de febre maculosa é registrado em Schroeder

Os sintomas da doença são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e lesões na pele (manchas avermelhadas), podendo se agravar e levar à morte, se não for tratada precocemente

20 Jul 2021 - 16h10Por Janici Demetrio
Caso de febre maculosa é registrado em Schroeder - Crédito: Ilustrativa Crédito: Ilustrativa

A Secretaria de Saúde de Schroeder registrou um caso de febre maculosa na cidade. A transmissão da doença é ocasionada pela picada do carrapato estrela. De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Cristiane de Lima Pacheco, a febre maculosa é originada por diversas bactérias, sendo a espécie Rickettsia rickettsii a mais importante do Brasil.

“A transmissão ocorre pela picada de carrapato infectado. Para que a rickettsia se reative e possa ocorrer a infecção no homem, há necessidade de que o carrapato fique aderido no corpo por algumas horas (de 4h a 6h). Pode também ocorrer contaminação através de lesões na pele, pelo esmagamento do carrapato”, explica.

Os sintomas da doença são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e lesões na pele (manchas avermelhadas), podendo se agravar e levar à morte, se não for tratada precocemente. O tratamento é simples e é feito com antibióticos.

Como prevenir a febre maculosa?

A prevenção da doença requer as seguintes atitudes:

• Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas por carrapatos no meio rural e silvestre;

• Quando for necessário caminhar por áreas infestadas por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de carrapatos em intervalos de 3 horas, pois quanto mais rápido for retirado o carrapato, menor serão os riscos de contrair a doença;

• Utilizar barreiras físicas, como calças compridas com parte inferior por dentro das botas;

• Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar a visualização dos carrapatos;

• Não esmagar (comprimir) os carrapatos com as unhas pois com isso pode-se liberar as bactérias, que têm capacidade de penetrar através de lesões na pele;

• Aparar o gramado o mais rente ao solo, facilitando, assim, a penetração dos raios solares;

• Usar carrapaticidas nos animais domésticos (cão e gato) e nos animais de criação (bovinos e equinos);

• Cão da cidade que vai ao campo é mais suscetível à doença, portanto, é necessário tratá-lo com produto carrapaticida quando voltar à cidade.

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