Giulia Gasparin

Destaque na esgrima, Giulia Gasparin busca vaga nas Olimpíadas de 2016

22 Set 2015 - 11h33

Este é o caso da curitibana Giulia Gasparin. Ela ingressou no mundo esportivo na natação, no Colégio Positivo, localizado na cidade paranaense. E foi nas atividades extracurricular do colégio onde começou a praticar a esgrima, aos 14 anos, descobrindo sua vocação.


Mas vontade de vencer não é suficiente no esporte, é preciso ter talento. Atualmente Gasparin comemora a ascensão no esporte, principalmente por integrar a Seleção Brasileira, com a possibilidade de representar o país nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A vaga da esgrimista depende de resultados positivos a serem conquistados até o fim do ano. Hoje com 24 anos, Giulia é patrocinada pela Pericó.

Rádio Jaraguá: Suas conquistas na esgrima?
Giulia Gasparin: Foram várias participações em competições nacionais e internacionais. Na América do Sul conquistei bronze na categoria juvenil e na adulta, além de ser campeã brasileira juvenil. Sou campeã Gaúcha e quando jogava pelo Paraná era campeã paranaense também. Em competições internacionais, neste ano já fiz top 8 em torneios satélites na Turquia e na Islândia. Atualmente integro a equipe da Seleção Brasileira, na categoria sabre feminino. Já fui atleta da Sociedade Thalia, de Curitiba (PR), mas hoje também defendo a Sogipa, de Porto Alegre (RS). Foi uma escolha para subir meu nível na esgrima.

Rádio Jaraguá: E na Seleção Brasileira?

Giulia Gasparin: Fazendo parte da equipe brasileira já conquistamos a quarta posição no Campeonato Pan Americano de 2013. Neste ano integrei parte do time do Brasil durante participação nos Jogo Pan Americanos, em Toronto. Ainda em 2015 temos o Campeonato Sul Americano e o reinício da temporada internacional classificatória para as Olimpíadas. De agora até dezembro vou para a Venezuela, Paris, EUA e México participar de competições.

Rádio Jaraguá: Sua expectativa para os próximos campeonatos?

Giulia Gasparin: Hoje vejo que estou em ascensão, criando experiência internacional para ser uma atleta de elite. As expectativas são boas, mas sei que resultados melhores serão alcançados no futuro. O grande desafio será alcançar o nível de países já tradicionais na esgrima e que competem no ciclo olímpico já faz anos.


Rádio Jaraguá: Qual a possibilidade de estar nas Olimpíadas de 2016?

Giulia Gasparin: A vaga depende dos meus resultados em competições internacionais, por isso a necessidade de participar de todas, além das decisões da Confederação Brasileira de Esgrima. Acredito no meu potencial e na minha chance de conquistar a vaga, mas sei que preciso trabalhar para evoluir cada vez mais e manter o foco.

Rádio Jaraguá: De olho nas Olimpíadas ainda no ano passado você fez uma "vaquinha online" para bancar um período de treinamentos na Europa. É difícil conseguir apoio ou patrocínio para manter-se no esporte de alto rendimento?

Giulia Gasparin: Faço parte do programa bolsa atleta, onde recebo incentivo da Sogipa e, recentemente, da Confederação Brasileira de Esgrima. Estes programas me possibilitam custear minhas despesas com moradia, alimentação, treino e equipamento, que já representam gastos altos. A Pericó é quem me patrocina e me possibilita estar nessa luta, pois tantas competições no exterior tem custo alto, principalmente nesse momento em que o dólar está tão valorizado. Seria impossível disputar a vaga Olímpica sem este apoio. No esporte é assim, sempre é necessário buscar dos recursos para continuar na luta. Mas tenho expectativas positivas de manter esses apoios e patrocínios para continuar competindo.

Rodrigo Floriani

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