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Suspeito de chefiar milícia que atua na zona oeste do Rio se entrega à polícia

25 Mai 2019 - 13h59Por Daniela Amorim

Um dos suspeitos de liderar a milícia que domina a comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, se entregou à polícia na noite de ontem (sexta-feira). Jorge Alberto Moreth, conhecido como Beto Bomba, estava foragido desde janeiro. Segundo informações da Polícia Civil, ele optou por se entregar aos agentes depois da realização de ações policiais sigilosas em vários pontos da cidade.

Moreth foi um dos alvos da Operação Intocáveis, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil em janeiro, que tinha como objetivo prender 13 integrantes de uma organização criminosa que atua nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências.

As investigações, com base em informações de escutas telefônicas e denúncias recebidas pelo canal Disque Denúncia, apontaram que os denunciados estavam envolvidos com atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; extorsão de moradores e comerciantes mediante cobrança de taxas referentes a 'serviços' prestados; ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas por meio de 'laranjas'; falsificação de documentos; pagamento de propina a agentes públicos; agiotagem; utilização de ligações clandestinas de água e energia; uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial em bairros da zona oeste da capital fluminense.

De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), policiais ainda conduzem ações reservadas em busca de foragidos, como o ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, também apontado como chefe da organização criminosa Escritório do Crime, que atua em Rio das Pedras. Outros suspeitos ainda estão sendo identificados ao longo das investigações, que permanecem em andamento.

Em abril, o desabamento de dois prédios na favela da Muzema deixou 24 mortos. Os edifícios foram construídos e explorados comercialmente de forma irregular, e há suspeita de envolvimento da milícia que atua no local.

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