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Preço da gasolina não sobe na bomba, por enquanto

26 Jun 2012 - 14h04

Os reajustes nas refinarias de 7,83% da gasolina e de 3,94% do diesel, que começaram a valer nesta segunda, não vão se refletir nos preços nos postos catarinenses, informa o Sindicato do Revendedores de Combustíveis de SC.

Mas isso não significa que a tranquilidade dos consumidores está garantida por muito tempo. Especialistas apostam que até o final do ano ficará mais caro encher o tanque.

A manutenção momentânea dos preços foi obtida porque o governo zerou a contribuição conhecida como Cide. Com a medida, o aumento foi absorvido pelo governo. Nesta segunda, Petrobras e a Ipiranga, as duas maiores distribuidoras de combustível do Brasil, mantinham os mesmos valores da semana passada, disse Luiz Ângelo Sombrio, vice-presidente do Sindicato do Revendedores de Combustíveis para a região de Itajaí.

Na Capital, o preço médio está em R$ 2,687 o litro da gasolina, segundo a última pesquisa da ANP. O esforço do governo federal tem um componente econômico e outro político, afirma Celso Grisi, professor de Economia da USP. O primeiro está ligado ao efeito que os combustíveis têm na inflação. Todos os índices de medição de preços são afetados pelos valores cobrados pelo litro da gasolina e do diesel. O motivo político está ligado ao calendário eleitoral. Em outubro, serão escolhidos os novo prefeitos e o governo federal não quer produzir um fato negativo num ano em que a economia caminha para crescimento modesto.


Mas Grisi lembra que o governo federal está cortando impostos em várias frentes, como redução do IPI, e estas medidas diminuem a arrecadação do tesouro. Menos dinheiro em caixa causa dificuldade para honrar as dívidas. Num momento, não haverá alternativa e o corte na Cide será anulado, afirma o professor da USP. Ele aposta num ajuste após as eleições. O vice-presidente do Sindicato do Revendedores de Combustíveis para a região de Itajaí também não acredita que a estabilidade dos preços se sustente até o final do ano.

A reação das ações preferenciais da Petrobras no pregão de ontem da Bolsa de São Paulo é mais um indício. Os papéis fecharam em queda de 8,95%. Ocorre que os preços praticados no Brasil estão abaixo do mercado internacional. Relatório do Deutsche Bank aponta que, além dos reajustes de ontem, a gasolina deveria subir outros 7%, e o diesel 13%.

O consumidor também não deve ter esperanças no álcool porque a produção deve cair, e menos oferta significa reajustes. A quantidade de cana-de-açúcar moída diminuíu 29,6% até maio na comparação com o mesmo período de 2011. Com isto, a gasolina continuará a ser a melhor opção em SC. Em média, o etanol é vantajoso quando custa 70% da gasolina, mas no Estado está longe disso - 87,1%. O clima é o apontado como principal vilão. A chuva diminuiu a produtividade das lavouras em 4,8%. Com isto, a produção fica mais cara e menos produto é obtido.

A situação ruim do álcool é admitida inclusive pelo presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto. Ele diz que por causa de questões climáticas houve problemas nas safras nos dois últimos anos e a quebra na produção levou a um desajuste entre o custo e o preço.

DIÁRIO CATARINENSE

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