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Juiz de Cotia decide levar inquérito do caso Yoki para Justiça de São Paulo

15 Jun 2012 - 13h34

O juiz Théo Assuar Gragnano, da Vara Criminal de Cotia, na Grande São Paulo, determinou que o inquérito da Polícia Civil que apura o assassinato do executivo da Yoki Marcos Matsunaga, morto em 19 de maio pela mulher dele, a bacharel em direito Elize Matsunaga, seja levado em caráter de urgência para a Justiça na cidade de São Paulo.

"Os dois delitos são evidentemente conexos (artigo 76, inciso II do Código de Processo Penal) e, sendo assim, tem preponderância, na determinação da competência, o lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave", afirmou o magistrado, em informação publicada no site do Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP).

"Gragnano determinou que os autos sejam encaminhados com urgência para São Paulo, uma vez que há pedido de prisão preventiva pendente de apreciação", segundo informação publicada no portal do TJ-SP na internet.

Em outras palavras, de acordo com o despacho do magistrado, apesar de os restos mortais do executivo terem sido encontrados no dia 27 do mês passado em Cotia, o crime foi cometido na capital paulista, segundo relatório do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (15) pela assessoria de imprensa do TJ-SP. Segundo o órgão, até as 8h30 desta sexta não havia informações se o inquérito havia sido distribuído na Justiça da capital.


A investigação policial concluiu o inquérito na quinta-feira (14), quando o remeteu à Comarca de Cotia. A equipe F Sul do DHPP, comandada pelo delegado Mauro Dias havia pedido a Justiça do município da Grande SP a conversão da prisão temporária de Elize em preventiva. O prazo da temporária dela, que está presa na Cadeia de Itapevi, também na Grande SP, expira no próximo dia 24, um domingo. O objetivo da preventiva é que a mulher fique detida até um eventual julgamento. Ela está presa desde do dia 5 de junho.

Com a chegada do inquérito à Justiça na capital paulista, ele terá agora de ser distribuído para um juiz e para um representante do Ministério Público. O promotor irá informar ao juiz se concorda ou não com o pedido de preventiva e deverá se manifestar se irá denunciar o caso à Justiça. O juiz, por sua vez, receberá o documento e decidirá se receberá uma eventual denúncia e se decretará a preventiva. Se acolher a denúncia, Elize passará a ser ré no processo no qual é acusada da morte do marido. Depois será marcada uma audiência de instrução para saber se ela será submetida ou não a júri popular pelo crime.

Elize, e que confessou ter atirado Marcos e o matado, com uma pistola que havia ganhado dele, o esquartejado em seguida, com uma faca, no apartamento onde o casal morava com a filha de 1 ano, na Zona Oeste da capital. Depois, contou que colocou partes do corpo em três malas e depois jogou os pedaços dentro de sacos plásticos em Cotia. A bacharel, que tem curso técnico em enfermagem e atuava como leiloeira, foi indiciada pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo cruel e fútil, e ocultação de cadáver.

Em seu interrogatório no DHPP Elize afirmou que cometeu o crime sozinha e que o crime ocorreu durante uma discussão com Marcos quando ela revelou a ele que descobriu que o marido a estava traindo com uma garota de programa -mesma atividade que a bacharel chegou a exercer até conhecer o executivo. A indiciada ainda disse à polícia só atirou nele após ter sido agredida com um tapa no rosto e xingamentos.

Em princípio, o DHPP aceitou a versão que ela agiu sozinha, mas ainda apura se Elize teve ajuda de outra pessoa para praticar o crime ou para se livrar do corpo do marido. A tese de crime passional, cometida por ciúmes sob extrema emoção após discussão por conta da descoberta da traição, é uma das hipóteses trabalhadas pela polícia para explicar o crime. A outra é que a bacharel premeditou o crime.

A possibilidade de premeditação ganhou força após a divulgação do laudo dos peritos da Polícia Técnico Científica que aponta uma versão diferente da dada por Elize para o crime. De acordo com o documento do Instituto Médico Legal (IML), no momento do tiro, Marcos estava abaixado. Elize estava de pé quando atirou, de cima para baixo e à queima roupa. Os vestígios de pólvora no rosto da vítima, vindos da arma, indicam que a distância era curta.

O laudo indica que Marcos morreu por choque traumático, causado pela bala, e asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. Segundo policiais que participam da investigação, o resultado do exame revela que o executivo ainda estava vivo quando teve o pescoço cortado por Elize.

Para o advogado Luiz Flávio D'Urso, que representa a família Matsunaga, o crime foi premeditado e o documento desmente a versão de Elize, que disse ter esquartejado o marido dez horas depois da morte.

"O que leva à conclusão de que estamos diante de disparo de arma de fogo que não o matou e que, posteriormente, segundo o laudo, em razão de ele ter tido o pescoço cortado ainda vivo, se asfixiou com o sangue decorrente desta degola", disse D'Urso.
 

GLOBO.COM.BR

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