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Índice de mortes violentas aproxima cidades do Vale do Itajaí de metrópoles

11 Mai 2011 - 11h47

Elas são pequenas, juvenis - a maioria tem pouco mais de 60 anos -, estão livres dos aglomerados urbanos e do caos das megalópoles. Embora com qualidade de vida, as cidades do Vale do Itajaí e do Litoral se aproximam das metrópoles do país por um motivo que em nada desperta orgulho: a taxa de homicídios. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro conseguiram reduzir a violência quase pela metade nos últimos cinco anos, cidades do Vale, algumas com menos de 100 mil habitantes, mantém média de homicídios alarmante.

Em 2010, Blumenau registrou 31 mortes, chegando a taxa de 10 homicídios a cada 100 mil habitantes. O índice se aproxima muito de São Paulo, com a marca de 10,6 assassinatos a cada 100 mil habitantes no mesmo ano. Taxas superiores a 10 são classificadas como índice de violência epidêmica pela Organização Mundial da Saúde. A situação mais alarmante, no entanto, aponta para o Litoral Centro-Norte. Itapema e Balneário Camboriú ostentam taxas muito semelhantes a do Rio de Janeiro (25,8).

Professor de Processos Penais da Univali, Alceu de Oliveira Pinto Júnior atribui ao efeito da repressão policial o fenômeno de redução da violência nas grandes cidades em troca da evolução nas pequenas.

- O tipo de medidas de segurança tomadas pelo estado tem mudado a criminalidade de foco. Em vez de solucioná-la, houve uma migração. A repressão maior nos grandes centros eliminou a criminalidade e a afastou para as menores cidades - explica.


Mais grave ainda é o caso de Itajaí, Camboriú e Navegantes, líderes do índice na região. Os municípios apresentam taxas de 31,5 a 46,2 homicídios por 100 mil moradores, equivalente ao registrado por Curitiba nos últimos três anos, a sexta capital mais violenta do país, conforme o Mapa da Violência 2011, do Ministério da Justiça. Navegantes, hoje com 46,2, apresenta uma pequena redução da média, que já alcançou 52,3, em 2009, e 50,3, em 2008, superior até mesmo a Salvador, a quarta capital mais violenta.

- O aperto que estão fazendo lá fora tem de espirrar em algum lugar. No interior, os índices têm sido menores porque a população é fixa, todos se conhecem e é mais fácil identificar suspeitos - analisa o comandante da 7ª Região da Polícia Militar, coronel Adilson Alves, que atende 45 municípios do Vale, de Ilhota a Mirim Doce.

Delegado regional de Itajaí, Rui Garcia dos Santos reconhece que a população flutuante do Litoral dificulta a contenção de homicídios.

- A bandidagem coagida nos grandes centros se refugia aqui, porque o Litoral é polo de entrada e saída de muita gente e exerce influência turística - observa.

HOMICÍDIOS
Taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2010

Metrópolis

São Paulo: 10,64
Rio de Janeiro: 25,76

Vale

Blumenau: 10,03
Itajaí: 31,08
Balneário Camboriú: 24,05
Camboriú: 38,53
Navegantes: 46,21
Gaspar: 10,35
Indaial: 9,13
Itapema: 21,83
Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa do Cidadão

Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA

Premix Concreto

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