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Condenado

Homicida é condenado a 38 anos de prisão

22 Fev 2013 - 22h00
Homicida é condenado a 38 anos de prisão -
Homicida é condenado a 38 anos de prisão

Na foto, Adir (D), aparece ao lado de uma das vítimas em uma festa (Arquivo Jaraguá AM)

Foi condenado a 38 anos de prisão o homem acusado de ter matado duas pessoas, em março de 2012, na localidade de Garibaldi, no interior de Jaraguá do Sul. Adir Antunes Fernandes, de 46 anos, foi a júri popular nesta sexta-feira (22), no Fórum da Comarca de Jaraguá do Sul. Ele estava preso desde a data do crime, e a condenação foi de 36 anos por duplo homicídio qualificado, ou seja, sem chance de defesa para as vítimas. Além disso, pegou mais dois anos de cadeia por porte ilegal de arma.


O crime ocorreu na noite do dia 7 de março de 2012, quando Adir Antunes Fernandes estava de carona com Sivaldo Stenger, de 45 anos, e Jorge Baader, de 55 anos, em um veículo na Estrada Garibaldi. Adir, que estava sentado no banco traseiro de um automóvel dirigido por Baader, sacou de um revolver e atirou contra a cabeça do motorista, pelas costas. Baader, que era operador de máquina da Prefeitura, teve morte instantânea. O agricultor Sivaldo Stenger, que estava no banco ao lado do motorista tentou fugiu quando ocorreu o disparo da arma de fogo. No entanto, foi atingido pelas costas por um tiro. Outro projétil atingiu o olho de Stenger, que ficou três dias internado na UTI do Hospital e Maternidade São José, até morrer.

O autor dos disparos foi preso em flagrante pela Polícia Militar no local do crime e confessou que atirou contra os dois homens porque foi ameaçado pelas vítimas após pegar carona no veículo. Na delegacia, Fernandes afirmou que não conhecia as vítimas e que pegou carona no centro da cidade. Lorenilda Ricardo, 26, mulher de Stenger, afirmou na época que o marido foi convidado por Baader para tocar acordeom em uma festa de família, na localidade de Garibaldi. Stenger estava em casa, no bairro Jaraguá 84. "O Jorge veio aqui e convidou o Sivaldo para tocar na festa. O Adir chegou depois, um pouco bêbado, e insistiu para ir junto com eles. Aí, eles levaram ele para me deixar sozinha em casa, pois teve um bebê há um mês", contou Lorenilda, desmentindo a versão contada pelo autor dos crimes de que não conhecia as vítimas.

(ROGÉRIO TALLINI)