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Governador acompanha lançamento de estudo que aponta investimentos prioritários para a infraestrutura da região Sul do país

28 Ago 2012 - 21h52

O governador Raimundo Colombo participou, nesta terça-feira, 28, em Brasília, do lançamento do projeto Sul Competitivo, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O objetivo do estudo é reduzir o custo Brasil - burocracia e as altas taxas que incidem sobre os negócios no país - nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Colombo destacou que o Estado já está atuando nesse sentido com ações previstas no Pacto Por Santa Catarina como melhorias nos acessos aos portos e outras iniciativas de redução de custos tributários estaduais, mas que o estudo colabora para nortear outros investimentos realizados com a verba prevista ao programa. "É muito importante conseguirmos articular ações integrando os três Estados do Sul do país e o Governo Federal."


O estudo analisou 300 projetos já existentes e selecionou 177 como os mais necessários. Destes, foram escolhidos 51 prioritários para realização no curto-médio prazo. Investindo R$ 15,2 bilhões nessas ações, se evitariam 80% das perdas atuais causadas pelas falhas na infraestrutura da região, uma economia de R$ 3,4 bilhões em logística por ano. "Ter projetos, estudos, análises ajuda o gestor a fugir das prioridades falsas, que é a essência de governar. Esse material vai servir como base para muitas ações nossas", afirmou Colombo sobre o estudo realizado pelas federações de indústrias dos três estados (Fiesc, Fiep e Fiergs) em parceria com a CNI. "Não vamos conseguir continuar crescendo apenas com consumo, precisamos reduzir o custo Brasil para sermos competitivos no mercado interno e externo" destacou o governador  Raimundo Colombo. O custo logístico em 2010 foi de R$ 30,6 bilhões e está estimado pela CNI para chegar a R$ 47,8 bilhões em 2020.

O estudo também analisou a capacidade atual e sua utilização da infraestrutura existente hoje. O trecho da BR-101 entre Criciúma e Florianópolis apareceu como o segundo gargalo mais crítico da região Sul, com 277% de uso de sua capacidade, ou seja 177% acima de seu uso máximo estimado originalmente. O trecho entre Itajaí e Joinville também é outro ponto apontado como gargalo, ultrapassando em 66% sua capacidade de utilização. Mas todo o trecho de Florianópolis a Curitiba já funciona com movimentação de carga acima da sua capacidade máxima. Os dados são do ano de 2010.

A situação é ainda mais preocupante quando levado em conta o cenário estimado para 2020 se as condições atuais forem mantidas. Todos o percursos catarinenses da BR-116 devem se tornar gargalos críticos se não ocorrerem intervenções, com de 109% a 132% de utilização acima da capacidade máxima atual. O trecho sul da BR-101, sem mudanças, chega a 411% de utilização (100% da capacidade máxima + 311% de excesso). "A melhoria da infraestrutura é crucial para a competitividade da indústria e passa pela ação conjunta dos setores público e privado", disse o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Glauco José Corte. Com a realização de todos os 177 projetos classificados como mais necessários, a economia anual com transporte de cargas seria de R$ 4,3 bilhões, com pouco ganho em economia, mas já com uma importante ampliação da capacidade. Para Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) o "trabalho não pode ser apenas em eliminar os gargalos existentes, e sim em evitar também a criação de novos gargalos."


A comitiva do Governo estadual que participou do evento foi composta pelo secretário da Infraestrutura, Valdir Colbalchini, o secretário da Defesa Civil, Geraldo Althoff, o secretário da Articulação Nacional, João Matos, e o presidente da Fundação do Meio Ambiente e coordenador do Pacto Por Santa Catarina, Murilo Flores. Paraná e Rio Grande do Sul estavam representados no evento pelos seus secretários de infraestrutura, José Richa Filho e Beto Albuquerque, respectivamente.


Secretaria de Estado de Comunicação

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