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Faltam leitos em UTI neonatal em Santa Catarin

03 Mai 2011 - 11h21

O Hospital Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos, foi a segunda casa do jornalista Paulo Afonso Silva, de Joaçaba, durante 15 dias no mês de fevereiro. A estadia forçada serviu para tratar os problemas respiratórios do filho Vitor, nascido em 31 de janeiro. Isso porque o estabelecimento é o único com unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal no Meio Oeste de Santa Catarina. Mas a falta de leitos não é um problema só dessa região.


A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda quatro leitos de UTI para cada mil bebês nascidos vivos. Como nascem em média 84 mil crianças por ano no Estado, a rede hospitalar e privada deveria dispor de 336 vagas, mas os hospitais catarinenses contam com apenas 215, ou seja, dois terços do ideal. Se for levado em conta somente o número da rede pública, a oferta é de 156.

Além da falta de estrutura, há outro problema: os leitos desativados. No Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, dos 10 existentes, metade não está funcionando. Um dos motivos é a falta de médicos.

O secretário de Estado de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, reconhece que a situação é crítica. Ele diz que a pasta tem o objetivo de aumentar o número de vagas e que projetos estão sendo feitos, mas não há data para a ampliação das UTIs.

- Até o final do mês vamos encaminhar um pedido para o governador para contratar mais profissionais para elevarmos a quantidade de leitos no Hospital Infantil de Florianópolis e no Regional de São José. Em Joinville, também estudamos aumentar as vagas no Hospital Jeser Faria e na Maternidade Darcy Vargas - projeta Oliveira.

Para o Meio-Oeste, ainda não há previsões concretas, e os recém-nascidos dos mais de 40 municípios da região que necessitarem de UTI continuarão tendo como única opção o Hospital Hélio Anjos Ortiz.

No caso do menino Vitor, para ele ser salvo, foi necessária uma viagem de 130 quilômetros de Joaçaba até Curitibanos. O maior risco foi logo após o nascimento, quando o pequeno precisou passar 12 horas em uma UTI improvisada, antes de ser transferido.

- De todos os traumas que tenho desde o nascimento do Vitor, o pior foi o transporte. Outros pais também são obrigados a passar por isso, devido à falta de estrutura - lamenta Silva.

Fonte:Diário Catarinense

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