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Dia de protestos termina com seis mortos na Síria, dizem testemunhas

14 Mai 2011 - 11h46

Ao menos seis pessoas morreram durante grandes protestos que se espalharam pela Síria nesta sexta-feira, segundo ativistas.


As manifestações, que reuniram milhares de pessoas após as preces de sexta-feira, pediam a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Três pessoas teriam morrido na terceira maior cidade do país, Homs, quando forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes.

Na véspera, um assessor do governo havia dito a um membro da oposição que as forças de segurança não atirariam contra a multidão nesta sexta.

Segundo as testemunhas, em algumas cidades, soldados usaram armas, cassetetes e gás lacrimogêneo. Ainda assim, relatos indicam que, desta vez, as forças do governo foram mais comedidas do que em episódios anteriores.

Outras duas pessoas supostamente foram mortas em um subúrbio próximo à capital síria, Damasco, e uma terceira morreu em uma vila próxima à cidade de Deraa, no sul.

Também houve marchas em partes de Damasco e em subúrbios ao redor.

Já a rede de TV estatal síria informou que 'agrupamentos limitados' ocorreram em algumas áreas, e que as forças de segurança estavam prontas para garantir a proteção do público.

O ministro de Informação, Adnan Hassan Mahmoud, disse que as unidades do Exército na cidade de Deraa estavam recuando e que o mesmo ocorrerá na cidade costeira de Baniyas. Agregou que o governo iniciará um 'diálogo amplo e nacional' em distintas partes do país nos próximos dias.

Estimativas de mortos

Também nesta sexta, um porta-voz das Nações Unidas declarou que entre 700 e 850 pessoas já foram mortas pelas forças de segurança da Síria desde o início da onda de protestos populares.


Rupert Colville, porta-voz do alto comissário da ONU para Direitos Humanos, afirmou que o número de vítimas citado por ONGs sírias, que fica entre 700 e 850, é 'muito provavelmente verdadeiro'.

'Nós novamente pedimos que o governo tenha moderação e pare de usar a força e prisões em massa para silenciar seus oponentes', disse Colville a jornalistas em Genebra, na Suíça.

Os protestos contra Assad, que está no poder há 11 anos, começaram em meados de março. Testemunhas e grupos de defesa dos direitos humanos acusam as forças de segurança sírias de abrir fogo contra os manifestantes, usando munição real.

Além disso, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que milhares de pessoas tenham sido detidas pelas forças de segurança na Síria. O governo, por sua vez, diz que está enfrentando 'gangues de terroristas armados'.

GLOBO.COM

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