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ESPORTE

Ex-goleiro Jefferson revela racismo na categoria de base da seleção

16 Fev 2019 - 12h59

Um dos grandes goleiros da história recente do Botafogo, Jefferson teve uma grande fase na carreira que lhe rendeu até convocações para a seleção brasileira. Agora ex-jogador, após pendurar as chuteiras ao final de 2018, ele revelou que sofreu com o racismo ao afirmar que teve seu nome vetado na CBF quando ainda estava nas categorias de base do futebol.

O ex-goleiro contou, em entrevista ao canal ESPN Brasil, que um ex-cartola foi o responsável pela sua ausência no grupo que foi convocado para o Mundial Sub-20 de 2003. Ele relembrou o momento em questão, quando era constantemente convocado para a equipe brasileira de base pelo técnico à época, Marcos Paquetá, mas se surpreendeu ao não ser chamado para a competição.

"Na convocação da (seleção) sub-20 (em janeiro daquele ano), estava praticamente decretado quem seriam os goleiros: eu, Fernando Henrique (então no Fluminense) e Fabiano (ex-Internacional). Quando saiu a convocação para o Mundial, eu estava certo que meu nome estaria lá, e para a minha surpresa, não estava. Um mês atrás estava tudo certo!", afirmou.

Por causa de uma guerra no Iraque, a competição, que era sediada nos Emirados Árabes, acabou sendo cancelada e, então, remarcada para o final daquele ano. Depois, ele voltou a atuar no Botafogo, mas acabou sendo reserva de Max em parte da temporada.

"Eu estava no banco do Max, na Série B (do Brasileiro), e, faltando um mês para a convocação eu nem estava esperando. Então, recebi uma ligação do Paquetá: 'E aí, está preparado para voltar à seleção? A gente ia te convocar lá atrás, só que a gente foi barrado, porque não poderia convocar goleiros negros. Tinha uma pessoa (na CBF) que falou que não poderia convocar. Essa pessoa saiu e agora podemos fazer o que quisermos'", revelou.

O agora ex-goleiro foi reserva no início da competição, com Fernando Henrique como titular, mas ganhou a posição ao longo do torneio. A equipe foi campeã da competição, vencendo a Espanha na decisão em um time que tinha nomes como Daniel Alves, Fernandinho, Kleber Gladiador e Nilmar.

Antes, quando o arqueiro atuava no Cruzeiro, em 2003, encontrou resistência da cúpula do clube para ser alçado ao time profissional. O técnico da época, Luiz Felipe Scolari, chegou a afirmar que um membro da diretoria "preferia um goleiro loiro, alto, porque achava mais interessante".

Jefferson teve o ápice da carreira no Botafogo, com duas passagens, de 2003 a 05 e de 2009 a 2018. Na segunda delas, chegou à seleção brasileira principal, com 22 partidas disputadas entre 2010 e 2015.

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