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Educação

Economia de SC tem perfil complementar à da Estônia, diz embaixador

"A base de tudo, na Estônia, é o sistema educacional"

28 Fev 2019 - 02h00Por Fiesc

Santa Catarina e a Estônia têm economias complementares e podem ampliar os negócios e as parcerias, principalmente em áreas como tecnologia da informação e educação, disse o embaixador do Brasil no país báltico, Roberto Colin, durante reunião na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta quarta-feira (27), em Florianópolis.

“O grande gargalo é o desconhecimento. É um país que oferece grandes oportunidades, de maneira realista”, disse, lembrando que a Estônia é altamente digitalizada, com 99% dos serviços públicos on-line, e com um sistema educacional de referência, que ocupa a terceira posição no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). O embaixador esteve acompanhado do cônsul honorário da Estônia para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, Almir Maestri.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, apresentou ao embaixador um perfil da economia catarinense. “Santa Catarina tem uma indústria significativa e diversificada. A indústria de transformação responde por 27% do PIB do estado, a maior participação do setor no Brasil”, informou. Ele também salientou que a indústria do estado é composta por 745 mil trabalhadores, 34% dos empregos formais de Santa Catarina. “Somos diferenciados, protagonistas no empreendedorismo. E isso é um valor que nosso estado tem”, resumiu.

Aguiar disse ainda que a FIESC tem um programa de internacionalização com foco em ampliar a inserção catarinense na corrente de comércio. “A vinda do embaixador na FIESC é muito importante porque a Estônia é um país pequeno, mas com diferenciais na área de tecnologia e isso nos aproxima. Temos muita sinergia e esperamos avançar na parceria”, afirmou. Em relação a investimentos, o presidente da Federação também colocou à disposição a INVESTE SC, agência de atração de investimentos entre o governo catarinense e a FIESC, e apresentou o Observatório FIESC.   

O embaixador ressaltou que a Estônia é um um país pequeno, sem recursos naturais expressivos. “O país conseguiu esse alto nível de digitalização com as startups de base tecnológica. É o país que proporcionalmente em relação à população tem o maior número de startups. A base de tudo é o sistema educacional”, explicou. 

Colin ressaltou ainda que na área de comércio, apesar de a Estônia ter uma população pequena, 1,3 milhão de habitantes, a localização faz dela um importante hub. “Sua posição geográfica é vantajosa”, ressaltou, observando que o mercado estoniano não deve ser subestimado, pois pode ser porta de entrada para o mercado europeu. Ele informou ainda que existe a possibilidade de ser um residente virtual na Estônia. O empresário pode ter uma empresa no Brasil, por exemplo, mas ter os benefícios estônios, dentro dessa modalidade virtual.


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