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ECONOMIA

Juros futuros avançam com dólar e de olho em Previdência e leilão do Tesouro

02 Mai 2019 - 11h06Por Silvana Rocha

Os juros futuros mostram leves altas na manhã desta quinta-feira, 2, na esteira do dólar forte ante o real, após a subida da moeda americana na quarta-feira (1º de maio) em Nova York, reagindo aos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), menos "dovish" que o esperado.

Investidores de renda fixa seguem atentos às negociações da reforma da Previdência em meio à espera pelas discussões na Comissão Especial, na próxima semana, e aguardam ainda o relatório de empregos norte-americano (payroll), que será divulgado na sexta-feira (3).

Com relação à reforma da Previdência, os ruídos continuam permeando a tramitação da proposta. O presidente licenciado da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD), disse nesta quarta que os partidos do "Centrão" discutem o apoio a uma reforma da Previdência mais desidratada que não garanta a reeleição de Jair Bolsonaro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, minimizou as declarações de Paulinho e disse não acreditar que essa seja uma posição de todo o "Centrão". Além, disso, reforçou que vai trabalhar para aprovar uma reforma que garanta a economia de R$ 1 trilhão.

Há ainda expectativa pelo leilão do Tesouro de venda de LTN, NTN-F e LFT (11h) no fim da manhã, que adiciona pressão de alta às taxas futuras, segundo operadores.

Às 9h38, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, mais negociado, tinha viés de alta a 7,14%, de 7,12% no ajuste de terça-feira. No câmbio, o dólar à vista subia 0,68%, aos R$ 3,9480. O dólar futuro para junho estava em alta de 0,80%, aos R$ 3,9595.

No caso do Fed, o banco central norte-americano manteve a taxa dos Fed Funds na faixa de 2,25% a 2,50%, como o mercado esperava, e cortou a taxa de juros sobre excesso de reservas (IOER) de 2,40% para 2,35%. Powell disse que a medida foi um movimento técnico e que o IOER não será usado como instrumento de política monetária. Ele indicou que a fraqueza nos preços pode ser transitória, o que poderia abrir caminho para um aperto monetário mais adiante.

No Reino Unido, mais cedo, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros em 0,75%. Além disso, não alterou o estoque de compras de bônus, em 435 bilhões de libras. Mas o presidente do BoE, Mark Carney, disse que pode ser necessário apertar a política monetária mais do que os mercados preveem hoje, ao passo que o crescimento econômico e as pressões inflacionárias vão exigir elevações de juros.

No mercado doméstico, mais cedo, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,29% em abril, desacelerando em relação ao ganho de 0,51% de março e também ante o avanço de 0,36% da terceira quadrissemana de abril. O resultado veio no piso do intervalo das estimativas de dez instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,29% a 0,38%, com mediana de 0,32%. Já a inflação medida pelo IPC-S de abril subiu 0,63%, ante 0,65% em março. No caso do Índice de Confiança Empresarial (ICE), houve também avanço de 0,2 ponto em abril ante março, para 94,3 pontos. Foi a primeira alta após dois meses seguidos de queda, quando o ICE perdeu 3,5 pontos. Na métrica de média móveis trimestrais, o índice recuou pela segunda vez, em 1,1 ponto.

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