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ECONOMIA

IBC-Br e dólar dão viés de baixa a taxas futuras de juros

15 Abr 2019 - 11h39Por Luciana Antonello Xavier

Sem tirar o foco da reforma da Previdência, o mercado futuro de juros abriu nesta segunda-feira, 15, fazendo a leitura da queda do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) em fevereiro, que ajuda a balizar as apostas para a Selic. Ainda, acompanha a cotação do dólar, que recua em meio à correção da alta de sexta-feira, quando houve reação à intervenção do presidente da República, Jair Bolsonaro, na decisão da Petrobras de aumentar o preço do diesel. No período da tarde, Bolsonaro discute o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com a semana mais curta por causa do feriado na sexta-feira, de Páscoa, o mercado também está na expectativa para saber o que a Câmara decidirá pautar primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a terça: a votação da admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência ou a PEC do Orçamento Impositivo.

O IBC-Br recuou 0,73% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. A queda foi maior que a mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. Eles esperavam resultado entre -1,00% e +0,30% (mediana em -0,25%). É o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde maio do ano passado (133,15 pontos).

Na Focus, na esteira dos dados mais recentes de inflação divulgados na última semana, os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019 de alta de 3,90% para elevação de 4,06%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as projeções para 2019 passaram de 1,97% para 1,95% e, para 2020, de 2,70% para 2,58%.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,00% em abril, após ter aumentado 1,40% em março. O resultado superou a mediana das estimativas (0,88%, num intervalo de 0,76% a 1,10%).

Às 10h29, o dólar à vista recuava 0,50%, a R$ 3,8690. O DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,09%, ante 7,14% no ajuste de sexta-feira, e o DI para janeiro de 2023, 8,25%, de 8,27% sexta no ajuste.

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