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ECONOMIA

Exterior impulsiona Ibovespa em dia de leilão e declarações de privatização

15 Mar 2019 - 12h14Por Maria Regina Silva

O clima otimista no exterior contagia o Ibovespa, que vem ensaiando para atingir a máxima histórica dos 100 mil pontos. O principal índice da B3 acelerou o ritmo de alta logo depois da abertura das bolsas de Nova York, onde há expectativas mais animadoras sobre as conversas comercias entre EUA e China, e um alívio no tema "Brexit".

No Brasil, a despeito das incertezas relacionadas a propostas de reforma previdenciária dos miliares, o tom positivo do Ibovespa também ocorre em meio a declarações dos presidentes da Caixa e do Banco do Brasil apoiando privatizações de grandes estatais.

"Agora, a Bolsa está caminhando como sempre deveria estar andando, em sintonia com o exterior", diz um operador. Ele acrescenta que o leilão de aeroportos - a primeira concessão do governo Bolsonaro - realizado nesta manhã na B3 é o primeiro grande teste da nova gestão. "Vamos ver se terá uma boa adesão de investidor estrangeiro. Não é só a reforma da Previdência que precisa avançar, mas a questão da privatização, outras reformas, também."

A despeito dos ruídos provocados pela proposta de reforma previdenciária dos miliares, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Roberto Marinho, disse nesta manhã ao chegar para evento no Rio que o projeto para a categoria estará no Congresso Nacional a partir do dia 20.

A expectativa conforme Marinho, é a reforma como um todo seja aprovada ainda no primeiro semestre. Também há pouco, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse que Petrobras, Caixa e BB estariam melhor no setor privado. Além disso, acrescentou que precisará do apoio dos liberais para avançar nas privatizações do setor bancário.

Já o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse há pouco que pretende vender ações da Petrobras via mercado de capitais. Os papéis da estatal PN estavam com alta de 0,28%, enquanto as ações ON subiam 0,74%. BB ON subia 1,12%, ás 11h06. O Ibovespa avançava 0,66%, aos 99.253,16 pontos. Ontem fechou em queda de 0,30%, aos 98.604,67 pontos.

Quanto aos militares, o temor é de que o governo poderá incluir uma reestruturação na proposta de reforma da Previdência da categoria, com aumento de benefícios, que representaria custo adicional de cerca de R$ 10 bilhões nos primeiros dez anos. Depois de 2029, de acordo com o estudo sobre a reforma dos militares, a categoria teria um sistema superavitário.

"Essa questão dos militares pode segurar a Bolsa de alcançar logo os 100 mil pontos. É um impasse ruim neste momento. Todo mundo quer ver o projeto primeiro", menciona Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora.

Diante desse incômodo, os investidores acompanharão com atenção a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na manhã desta sexta-feira em evento no Rio de Janeiro.

As palavras de Guedes devem ser avaliadas com afinco já que o presidente Bolsonaro, quinta-feira, em discurso na rede social, falou sobre o fim das placas do Mercosul, acordos com os EUA, vacinas, produção de bananas..., mas não mencionou a reforma. "Já é característica dele. O mercado quer ouvir o Guedes", diz uma fonte.

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