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ECONOMIA

Dólar sobe alinhado a exterior e espera por Bolsonaro

13 Fev 2019 - 11h00Por Silvana Rocha

O dólar ante o real ajusta-se ao viés de alta do índice do dólar (DXY) e também em relação a algumas divisas de países emergentes exportadores de commodities no exterior, após a queda ontem no mercado à vista. Novos indicadores divulgados na Europa mais cedo reforçam a preocupação com a desaceleração da economia na região, embora prevaleça o apetite por ativos de risco no mercado externo.

Na manhã desta quarta-feira, 13, os agentes de câmbio monitoraram os fracos dados de vendas no varejo no País, mas não houve impacto aparente na precificação da taxa de câmbio. Pouco antes do fechamento deste texto, o Palácio do Planalto confirmou a previsão de alta hospitalar de Bolsonaro para esta data.

Durante a sessão, não estão descartados novos ingressos de fluxo cambial. Ontem, o BTG Pactual confirmou captação externa de US$ 600 milhões em bônus de 10 anos à taxa de 7,75%, que podem trazer ainda alguma pressão de baixa no dia.

Do lado externo, há expectativas pela inflação ao consumidor de janeiro dos Estados Unidos. Mais cedo, as bolsas europeias desaceleram o ganho intraday e o euro ampliou perdas, reagindo à queda da produção da indústria da zona do euro de 0,9% em janeiro ante o mês anterior. A projeção de analistas era de queda bem menor, de 0,3%.

No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,8% em janeiro ante igual mês do ano passado, desacelerando em relação à alta de 2,1% verificada em dezembro. O resultado veio abaixo da projeção de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de aumento de 1,9%. O resultado de janeiro mostra que a inflação britânica voltou a ficar abaixo da meta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que é de uma taxa de 2%. Em relação a dezembro, o CPI do Reino Unido caiu 0,8% no mês passado. Neste caso, a projeção era de queda de 0,7%.

Ainda assim, nas bolsas predomina o bom humor uma vez que há esperanças de avanço nas negociações comerciais entre EUA e China e de que o governo americano conseguirá evitar uma nova paralisação parcial da máquina pública, o chamado shutdown.

Às 9h49, o dólar à vista subia 0,30%, a R$ 3,7258. O dólar futuro para março tinha alta de 0,40%, a R$ 3,7290.

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