ECONOMIA

Depois de encerrar a quarta-feira em alta, juros operam estáveis

07 Mar 2019 - 11h11Por Karla Spotorno

Os juros futuros abriram a quinta-feira, 7, perto das taxas observadas na quarta-feira no fim da sessão regular. Alguns contratos exibiram viés de alta mas, minutos depois, passaram a operar com leve viés de baixa. O comportamento se assemelha ao observado no mercado de câmbio no início da sessão, quando alternou pequenas variações positivas e negativas.

Por volta das 9h20, a moeda firmou-se em leve baixa e marcou mínima aos R$ 3,8189, ainda perto do fechamento de ontem, quando marcou a maior cotação do ano (R$ 3,83 no mercado à vista).

O DI para janeiro de 2025 abriu a 8,91%, mesma taxa no ajuste de ontem. Às 9h07, marcava 8,90%. Nesse horário, o DI para janeiro de 2021 exibia 7,18% ante 7,20% na abertura e 7,19% no ajuste de ontem. Neste início de negociação, a liquidez ainda é baixa. Na agenda do dia, está o tradicional leilão do Tesouro Nacional (LTN, NTN-F e LFT) e o IPC-Fipe, que veio dentro do esperado.

Como pressão de alta nesta quinta-feira, está o mal-estar com a cena política. Na quarta, o tuíte com vídeo obsceno publicado por Jair Bolsonaro surpreendeu os eleitores do presidente, aliados, ministros, a oposição e o mundo - dada a repercussão negativa na Europa e nas Américas. Mais do que isso, o post trouxe à tona uma evidência preocupante para o mercado. Bolsonaro já ingressou no terceiro mês de seu governo e continua priorizando a agenda ligada a costumes e usando discurso de campanha.

Um balanço, feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, dos tuítes do presidente desde que tomou posse no dia 1º de janeiro mostra que, no total de 515 mensagens, apenas cinco tratam da reforma previdenciária. O número é inferior, inclusive, aos tuítes de piadas (8), de críticas à imprensa (31) e de reações às críticas (30). Dispensável dizer que o presidente concentra sua comunicação via redes sociais.

Como resumiu a colunista do Broadcast Político Elizabeth Lopes nesta quinta-feira, o governo reformista de Bolsonaro tem "muito blábláblá e nada de Previdência".

"Há muito barulho e nada de Previdência", concorda um operador do mercado de juros. Apesar da consternação, que inclusive levou o Palácio do Planalto a distribuir nota na noite de ontem, o vídeo com cena escatológica e pornográfica continua na lista de postagens do presidente da República nesta manhã.

Ainda da cena política, está no radar a notícia de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, teria chamado Zuleide Oliveira para ser candidata laranja, com compromisso de que devolvesse à sigla parte dos recursos do fundo eleitoral. O escândalo está detalhado no jornal Folha de S.Paulo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,54% em fevereiro, desacelerando levemente em relação ao ganho de 0,58% observado em janeiro, mas ficando praticamente inalterado ante o acréscimo de 0,53% registrado na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados nesta quinta pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado de fevereiro ficou dentro do intervalo das estimativas de oito instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,40% a 0,58%, mas acima da mediana das previsões, de 0,49%.

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