Mitos e verdades sobre a saúde masculina

Descubra as informações corretas para desmistificar o senso comum

27 Fev 2020 - 07h30Por Lucas Galdino

Falta de conhecimento, generalização e má interpretação de uma situação isolada pode acabar afetando a verdade e criam falsas crenças, principalmente, relacionadas à saúde do homem. As dúvidas mais comuns nem sempre são esclarecidas. Por isso, hoje, abordaremos os estigmas envolvendo as doenças masculinas.

- Câncer de testículo só ocorre com homens mais velhos?
Mito!
Homens em idade reprodutiva, entre 15 e 50 anos estão mais propensos à enfermidade. Entre os tumores malignos masculinos, 5% ocorrem nos testículos. Se comparado ao câncer de próstata, o tumor maligno de testículo possui baixo índice de mortalidade. Mas, como tem maior incidência em pessoas jovens, pode ser facilmente confundido com inflamações contraídas por transmissão sexual. 

- A disfunção erétil atinge todos os homens?
Depende!
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 50% dos adultos com mais de 40 anos apresenta queixas relacionadas às ereções. Cerca de 50% a 70% dos casos de impotência tem a ver com fatores psicológicos. 

- O câncer é a única doença que pode surgir na próstata?
Mito!
É a doença mais frequente, porém, a prostatite, que é a inflamação da próstata, é uma enfermidade capaz de aparecer durante a vida adulta. Por isso, o diagnóstico do médico é essencial para diferenciar e tratar da forma correta. 

- Somente o exame de PSA é suficiente para verificar se existe algum problema na próstata?
Mito!
A dosagem de PSA no sangue não representa um diagnóstico definitivo para o câncer. O exame de toque retal é imprescindível para detectar a patologia. 

- Câncer de próstata sempre apresenta sintomas?
Mito!
No início, dificilmente, é possível identificar os sinais. Por essa razão, a importância dos exames preventivos. Quando o tumor se desenvolve apenas na próstata, o paciente não sente nada. Os sintomas só aparecem no estágio avançado, com sangramento pela uretra e até afetando órgãos como ossos e pulmão. 

- Um dos principais fatores de risco para o câncer de pênis é a prática sexual com diferentes parceiras sem o uso de preservativo?
Verdade!
Conforme o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a utilização da camisinha diminui a chance de transmissão de DSTs, como o HPV, por exemplo. Alguns estudos apontam a associação entre a infecção pelo HPV e câncer de pênis. Além disso, a prevenção da doença envolve a limpeza diária com água e sabão, principalmente, após masturbação e relações sexuais. Os meninos precisam ser ensinados, desde cedo, a ter hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.