Caraguá
Olimpíada

Mayra Aguiar vence cubana e é bronze

11 Ago 2016 - 22h58
Mayra Aguiar é uma acumuladora de medalhas. De Jogos Pan-Americanos. De Campeonatos Mundiais. De Jogos Olímpicos. Nesta quinta (11), ela acumulou mais uma. A de bronze da Rio-2016 é sua segunda medalha olímpica.

O judô é a modalidade que mais medalhas deu ao esporte brasileiro em Olimpíadas, mas repetir um pódio é raro. Até hoje, só três atletas tinham conseguido o feito. Aurélio Miguel foi ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996. Tiago Camilo foi prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim-2008. E Leandro Guilheiro conquistou dois bronzes, em Atenas-2004 e Pequim-2008. Mayra é a quarta.

Antes da performance que o público carioca assistiu na Rio-2016, ela ganhou o bronze em Londres. Há quatro anos, foi um resultado dramático. Após a derrota na semifinal, ela se machucou e lutou a semifinal com o braço dormente, com movimentos limitados. Mas venceu.

Em Campeonatos Mundiais, ela também é a maior vencedora do país. São quatro medalhas, incluindo o ouro na última edição, na Rússia. Aurélio Miguel, Sarah Menezes e Érika Miranda ficam em segundo lugar na lista, com três medalhas cada – e nenhum deles foi campeão, como Mayra.

Tudo isso coroa uma carreira precoce que começou aos seis anos e evoluiu em uma velocidade incrível. Aos 14 anos ela foi campeão mundial júnior, aos 17 estreava em Jogos Olímpicos, aos 19 foi vice-campeã mundial, aos 21 já tinha uma medalha olímpica e aos 23 era campeã mundial. Hoje, aos 25, segue acumulando conquistas.

MEDALHA

 

Perder na semifinal deve ter sido duro para Mayra Aguiar. E quem sofreu com a raiva da brasileira foi a cubana Yalennis Castillo. Ela precisou de quatro minutos para vencer, mas desde o primeiro minuto teve tanta vontade que nem mesmo a rival parecia acreditar ser capaz de tirar a medalha de bronze do Brasil. Assim, o Brasil ficou com o bronze na categoria até 78 kg.

"É um tempo muito curto, mas eu consegui trocar o sentimento (após perder na semi) por um sentimento até de um pouco de raiva. Eu não gosto de perder, eu não admito perder. Eu ia deixar o corpo no tatame, mas não ia sair sem a medalha. Eu não poderia ser apática na luta com ela (cubana) e acho que deu certo. Consegui o que eu queria e saí com a vitória", disse Mayra após o bronze.

Apesar de a vitória ter sido apenas por um yuko, Mayra dominou a luta e por pouco não venceu por imobilização no primeiro minuto logo depois. A rival conseguiu se defender. A brasileira tentou novamente terminar o combate antes dos quatro minutos, mas a cubana acabou se segurando até o final.

Yalennis Castillo é apenas a número 61 do ranking mundial, mas tem uma medalha de prata em seu currículo, conquistada em Pequim.

Na final da categoria até 78 kg a maior rival de Mayra: Kayla Harrison se sagrou campeã olímpica sobre a algoz de Mayra da brasileira na semifinal.

O Brasil tem agora dois judocas ainda na Rio-2016. Maria Suelen Altheman e Rafael Silva entrarão no tatame nesta sexta (12) a partir das 10h. Uma das principais modalidades do Brasil em termos de medalha, o Brasil esperava superar os quatro pódios de Londres-2012 no Rio de Janeiro, o que não acontecerá. No máximo, os brasileiro empatarão com quatro anos atrás.

O caminho na Rio-2016


Na estreia contra a australiana Miranda Giambelli, Mayra conseguiu o triunfo mais rápido de uma atleta brasileira no judô até o momento: 42 segundos. Antes dela, a luta mais rápida de um brasileiro na Rio-2016 era de Rafaela Silva, campeã dos leves (57kg), na primeira rodada, ao vencer a alemã Myriam Roper em 45 segundos.

Na segunda luta, Mayra derrotou a alemã Luise Malzahn, atual quinta colocada do ranking mundial, graças a um shido por falta de combatividade aplicado contra a rival a um minuto do fim.

Mayra caiu na semifinal para a francesa Audrey Tcheumeo por dois shidos em luta que a brasileira quase não conseguiu atacar.

 

Matérias Relacionadas

Saúde

Conselhos de secretários de Saúde defendem vacinação de adolescentes

Sociedade Brasileira de Imunizações também defende vacinação
Conselhos de secretários de Saúde defendem vacinação de adolescentes
Economia

Caixa reduz juros do crédito habitacional na modalidade poupança

Banco reduziu parte fixa da parcela de 3,35% para 2,95% ao ano
Caixa reduz juros do crédito habitacional na modalidade poupança
Saúde

Anvisa não recomenda mudar orientação sobre vacinação de adolescentes

Ministério da Saúde suspendeu orientação para a vacinação
Anvisa não recomenda mudar orientação sobre vacinação de adolescentes
Saúde

Covid-19: ministro destaca eventos adversos em adolescentes vacinados

Queiroga explica revisão de recomendação sobre vacinas de covid-19
Covid-19: ministro destaca eventos adversos em adolescentes vacinados
Ver mais de Brasil