Governo

Governo pode precisar de esforço extra para fechar conta, avaliam economistas

08 Set 2016 - 13h21
Alguns economistas que avaliam o cenário econômico e fiscal para o ano que vem colocam em dúvida as previsões do governo, e acreditam que o déficit primário pode ser maior que os R$ 139 bilhões previstos. A avaliação é que o governo conta com a "sorte" para fechar o número, pois depende de fatores imprevisíveis: virada na economia, retomada da arrecadação e boa vontade dos investidores para entrar de cabeça no programa de concessões e arrematar todos os ativos. Trata-se de um cenário auspicioso que nem todos acreditam ser possível em prazo tão curto.

 

Na avaliação do economista Felipe Salto, esse otimismo é arriscado, por produzir números "inflados". Exemplo: o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o Ploa, na visão de Salto, apresenta um volume elevado de receitas extras, sem deixar claro de onde virão. "A receita líquida total esperada pelo governo, se confirmada, teria um crescimento da ordem de 5%, acima da inflação, no ano que vem", diz. Ocorre que, segundo ele, não é possível conseguir tamanho aumento de receita com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 1,6%, como previu o governo. "Mesmo com concessões e venda de ativos, o número está inflado", diz.

 

Com base no perfil de queda da arrecadação que se viu neste ano, e no comportamento histórico de crescimento dos gastos, Salto estima que o buraco nas contas públicas pode ser maior: haveria R$ 50 bilhões de déficit adicional - além dos R$ 139 bilhões previstos. E isso já aplicando todas as regras que criam o teto para o crescimento dos gastos, dentro da Proposta de Emenda Constitucional (PEC do Teto).

 

"A PEC do Teto é positiva, mas sozinha não faz verão", diz. Para ele, o governo terá de adotar medidas adicionais para fechar a conta: securitização da dívida, revisão dos contratos de compras de bens e serviços, interrupção de todos os reajustes salariais, incluindo o do Judiciário, e revisão de desonerações, subsídios e subvenções.

 

 

As informações são do

Jornal O Estado de São Paulo

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