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Chapecoense define perfil de novo técnico e dá recado a nomes consagrados

06 Dez 2016 - 14h37
Ainda é difícil falar em acordo com qualquer nome para os cargos, mas a decisão da diretoria foi de ao menos traçar um rumo para a próxima temporada, especialmente com a confirmação de que a equipe disputará a Libertadores.

Dentro de campo


Apesar da onda de jogadores consagrados e famosos se oferecendo, a Chapecoense não pretende usar o momento para receber nomes como Ronaldinho Gaúcho. A decisão da diretoria é de só conversar com jogadores que são considerados comprometidos com um projeto.

A ideia é seguir a mesma linha do projeto de Sandro Pallaoro: formar um time com atletas que compram o projeto e que se sintam em casa.

Também por isso, os diretores não se preocupam com um aspecto psicológico de atletas entrarem em uma equipe devastada pela tragédia.

"Eu acredito que o jogador que tenha um comprometimento com a equipe, como sempre a gente conduziu, é o que procuramos. Ao chegar em nossa casa, eles sentirão filhos da casa. E como filhos terão toda uma história triste vivida, porém, a qualidade das nossas pessoas que trabalham aqui, como psicólogos", explicou o presidente do Conselho Deliberativo, Plínio David, o Maninho.

"Queremos jogadores que de fato estejam comprometidos. Além disso, temos uma boa categoria de base, que chega sempre nas cabeças. Então não é só de estrelas que precisamos", complementou o presidente Ivan Tozzo.

No banco de reservas


Maninho também afirmou que já tem um perfil a seguir para contratar o substituto de Caio Júnior. "Que tenha títulos brasileiros, experiência internacional e que conheça a casa".

A descrição levantou algumas possibilidades, entre elas a de Levir Culpi, como disse a Rádio Chapecó. A diretoria, no entanto, afirma que ainda não há nenhum nome definido.

Para a preparação física, conselheiros e torcedores levantaram a possibilidade de Paulo Paixão, antigo funcionário da seleção brasileira, assumir o cargo. Ele é pai de Anderson Paixão, morto no acidente. Paulo, no entanto, tratou de negar a possibilidade.

"Em momento algum eu me reportei a nenhum diretor da Chapecoense ou a outra pessoa qualquer sobre esta possibilidade. Mesmo sabendo que a nossa vida e a do clube continuam, eu não iria – até porque não tenho condições psicológicas para tratar esse tipo de assunto", disse Paulo Paixão.

No comando do futebol


Nivaldo, que é goleiro da equipe há 10 anos, deve trabalhar no departamento de futebol - a tendência é que assuma o cargo de gerente de futebol, que era ocupado pelo também ex-jogador Cadu Gaúcho. Além disso, a diretoria trabalha com a chance de contratar um novo CEO, especialmente nesta fase de recuperação da equipe.

Outro nome cotado para a área é o de João Carlos Maringá, ex-jogador do time na década de 1990, conquistando inclusive título catarinense do time em 1996. Em 2010, Maringá assumiu como vice-presidente de futebol do clube, afastando-se em 2014 para fazer cursos de especialização. Seu último trabalho no futebol foi como superintendente de futebol do Joinville, do qual saiu em maio de 2016. Era amigo pessoal do presidente Sandro Pallaoro.

Na entrevista, Maninho confirmou a chance de efetivar o goleiro como dirigente. Entretanto, completou dizendo que todos outros nomes não passam de mera especulação.

Na diretoria


Inicialmente prevista para o dia 14 de dezembro, a eleição da nova diretoria da Chapecoense deve ser adiada. O Conselho precisará definir quem serão os substitutos dos candidatos que acabaram mortos no acidente.

A certeza é que Ivan Tozzo, presidente em exercício, deverá seguir com o cargo após o novo pleito. Ele deve encabeçar a chapa e herdará de maneira oficial o cargo que era de Sandro Pallaoro.

Fonte: UOL

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