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Brasil é derrotado pelo Canadá e fica sem o bronze

19 Ago 2016 - 18h09
O Brasil reagiu no fim do segundo tempo e conseguiu o desconto com Bia, já aos 33 minutos do 2º tempo. O destaque fica por conta da torcida, que deu show e não deixou de apoiar nem por um minuto, inclusive após o apito final e a derrota consumada.

Mais do que a dor da derrota, a seleção vive agora a expectativa de saber como será o futuro da modalidade. A exemplo do que sempre acontece após o ciclo olímpico, as mulheres não sabem qual o tamanho do apoio que terão no país, especialmente para o desenvolvimento de novas jogadoras. A medalha de ouro será decidida ainda nesta sexta-feira, entre Suécia e Alemanha, às 17h30.

Apoio de sobra e futebol de menos


O que não faltou foi o apoio da torcida. Desde o trajeto durante no metrô e nas ruas, o clima era completamente dominado pelo otimismo da torcida, composta, em sua maioria, por famílias. Por vezes, o apoio superava até o que se viu em São Paulo no jogo entre Brasil e Colômbia, nas quartas de final do futebol masculino.

Apesar disso, aos 8 minutos, o Canadá mostrou que não se importaria com toda a pressão. Sinclair bateu falta na entrada da área e acertou o travessão de Bárbara naquele que seria só o primeiro susto para a torcida brasileira.

As visitantes mantiveram a pressão e o sufoco. Aparentemente, estavam sobrando no aspecto físico. Aos 25 minutos, Lawrence puxou contra-ataque e tocou para Rose completar quase que livre para o gol. Depois, foi controlar a vantagem e explorar os erros brasileiros para não correr muitos riscos.

Marta muito bem marcada, e Cristiane sumida


Marta e Cristiane, as duas melhores jogadoras da seleção, não apareceram muito para o jogo. A primeira foi muito bem marcada e mostrou certa irritação por não conseguir desenvolver o bom futebol. Em uma reposição errada do gândula, por exemplo, chutou a bola longe e esbravejou. No apito final, deixou o campo antes de todas as companheiras, cabisbaixa e reclamando.

Cristiane, por sua vez, mostrou que não estava em dia fisicamente após se recuperar de uma lesão na coxa. Também bem marcada, ela não apareceu e foi substituída no intervalo pelo técnico Vadão.

Muita posse de bola e pouca chance de gol


Logo aos 7 minutos de jogo, o Canadá dificultou ainda mais a missão brasileira de dar alegria para os presentes na Arena. Lawrence tocou para Sinclair, que ganhou sem dificuldades da zaga brasileira e aumentou o placar. Ainda assim, a torcida tentou apoiar e soltou o tradicional grito de “Eu acredito!”.

O time tinha bastante a posse de bola, mas não adiantou. Aos 10 minutos do segundo tempo, o Brasil teve a sua primeira chance de balançar a rede do Canadá. Depois de bate-rebate, Formiga cabeceou para a área e achou Rafaelle enfiada entre as zagueiras. Ela cabeceou à direita da goleira. Depois, em lance parecido, Debinha desviou cruzamento de Marta também para fora.

As canadenses apenas se seguraram atrás e exploraram os constantes erros brasileiros. De todos os tipos. No penúltimo passes antes de concluir a gol, na saída de bola na defesa e na exposição demasiada ao tentar diminuir o placar. A tática foi explorar o contra-ataque e ficar mais perto de marcar o terceiro do que sofrer o primeiro.

O gol brasileiro veio já aos 33 minutos do 2º tempo, para a explosão da torcida que clamava por um gol. Bia girou em cima da zaga adversária para diminuir a diferença e dar esperança ao público. Mas foi só.

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