Política
Pesquisa Quaest mostra avanço de Jorginho e mudanças na disputa pelo Senado em SC
No levantamento para o Governo de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, passou de 50% para 54% das intenções de voto na pesquisa estimulada. João Rodrigues (PSD) caiu de 17% para 13%, enquanto Gelson Merísio (PSB) avançou de 4% para 10%.
Com margem de erro de três pontos percentuais, João Rodrigues e Gelson Merísio aparecem tecnicamente empatados. Os demais candidatos registraram 1% cada, enquanto 15% dos entrevistados ainda se declararam indecisos. Outros 5% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de setembro, com 804 eleitores de 16 anos ou mais em Santa Catarina. O levantamento foi contratado pela NSC e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Disputa pelo Senado
Na corrida pelo Senado, o cenário permanece mais aberto. A eleição deste ano terá duas vagas em disputa, e a pesquisa mostra uma diferença menor entre os principais candidatos.
O levantamento aponta crescimento de Caroline de Toni, que passou de 12% para 17% na soma das intenções para as duas vagas. Carlos Bolsonaro aparece com 16%, enquanto Esperidião Amin registra 15%. Décio Lima tem 10%.
Os números colocam os principais candidatos dentro de uma faixa de proximidade considerando a margem de erro, o que mantém a disputa pelo Senado aberta a mudanças até a votação.
Outro dado que chama atenção é o número de eleitores que ainda não definiram os dois votos para o Senado, indicando um espaço maior para mudanças no cenário dessa disputa.
Presidência da República
Entre os eleitores catarinenses, a pesquisa Quaest também aponta alteração na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) passou de 45% para 50% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou de 20% para 23%.
Augusto Cury (Avante) passou de 3% para 5%. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, Ronaldo Caiado (PSD) também tem 3%, e Romeu Zema (Novo) registra 1%.
Na avaliação do cenário eleitoral, analistas ouvidos sobre a pesquisa têm destacado a concentração das intenções de voto nos dois primeiros colocados nas disputas presidencial e estadual. Os dados, porém, representam o cenário registrado no período de realização da pesquisa e não antecipam o resultado da eleição.
A Quaest também aponta que 80% dos eleitores catarinenses entrevistados consideram sua escolha para presidente definitiva, enquanto 20% afirmam que ainda podem mudar de voto.
