Política
7 de Setembro expõe cenário eleitoral mais equilibrado
Na Avenida Paulista, o senador Flávio Bolsonaro participou de um ato ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição pelo Republicanos, além de outras lideranças, como Nikolas Ferreira e Silas Malafaia. Apesar da presença expressiva de apoiadores, o movimento não alcançou as dimensões observadas em manifestações anteriores.
Já a cerimônia oficial do 7 de Setembro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi marcada pela cautela, especialmente em razão do período eleitoral. O evento teve mais mensagens políticas e recados do que discursos de confronto.
No palanque, estavam os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Durante a cerimônia, parte da militância de esquerda pediu a aprovação do fim da escala 6x1. A proposta já passou pela Câmara e aguarda votação no Senado. Alcolumbre, porém, afirmou que a análise da matéria deverá ocorrer somente após as eleições.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, também participou da cerimônia. Outros ministros, porém, não estiveram presentes. Alexandre de Moraes, que costumava ter presença frequente em eventos oficiais, ficou de fora. A ausência ocorre em meio à crise institucional envolvendo o Supremo e reforçou a percepção de que houve uma tentativa de transmitir uma imagem de normalidade no evento.
Pesquisa mostra disputa mais apertada
Outro destaque desta terça-feira foi a divulgação de uma nova pesquisa Quaest. Pela primeira vez, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados numericamente em um cenário de segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada um.
O dado, porém, não representa crescimento de Flávio Bolsonaro. O empate ocorreu principalmente porque Lula oscilou um ponto para baixo.
A pesquisa também mostra Lula em situação de empate técnico com outros nomes testados, como Ciro Gomes e Ronaldo Caiado. Renan Santos aparece próximo do limite do empate técnico, enquanto Romeu Zema continua mais distante e ainda não conseguiu apresentar crescimento significativo.
No primeiro turno, Lula mantém a liderança, embora com uma vantagem menor. Flávio Bolsonaro também não apresentou avanço significativo.
Uma das novidades está no desempenho de Ciro Gomes, que vinha apresentando crescimento nas pesquisas anteriores e chegou à faixa dos 9% a 10%. Agora, aparece com 8%, indicando uma oscilação para baixo.
O movimento pode indicar que Ciro encontrou um limite de crescimento ou que passou a ocupar um espaço específico do eleitorado em busca de uma alternativa mais moderada. A tendência, porém, ainda precisará ser confirmada pelas próximas pesquisas.
Sprint final
Com menos de 30 dias para a eleição, a tendência é de que os principais candidatos intensifiquem as estratégias e coloquem em campo suas principais ferramentas de campanha. O cenário ainda está aberto, especialmente na disputa pelo segundo turno.
Em Santa Catarina, por outro lado, o quadro permanece mais morno. Até o momento, não houve nenhum movimento capaz de provocar uma mudança significativa no cenário eleitoral estadual. A expectativa é de que as próximas semanas tragam maior definição e acelerem a disputa.
