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Kapoor de volta a SP

02 Mai 2019 - 09h00Por Antonio Gonçalves Filho

Anish Kapoor anda preocupado com o avanço da ultradireita não só na Europa como no resto do mundo. No domingo, o escultor inglês de origem indiana inaugurou em Santiago, no Chile, uma grande exposição, Surge, em que, no lugar das gigantescas e brilhantes esculturas de aço pelas quais é identificado, instalou canhões cuspindo bolas vermelhas e outras obras monumentais para denunciar os horrores da sanguinária ditadura Pinochet (1973-1990).

De passagem por São Paulo, onde veio examinar o espaço que vai ocupar em 2020 na Cidade Matarazzo, empreendimento hoteleiro e cultural comandado pelo empresário francês Alexandre Allard, Kapoor concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, comentando, entre outros assuntos, a depredação de suas obras públicas por pichadores e o recrudescimento do antissemitismo na Europa - o escultor de 65 anos nasceu em Bombaim, filho de mãe judia.

Autor de inúmeras obras públicas, como a gigantesca escultura Cloud Gate, em Chicago, Anish Kapoor já expôs no Brasil em 1983, 1996 e 2007. Agora ele foi convidado pelo curador Marcello Dantas a ocupar um andar inteiro no prédio que será destinado ao centro de exposições na Cidade Matarazzo.

As obras estão adiantadas - até o fim de 2020 o centro deverá ser inaugurado ao lado do hotel projetado por Jean Nouvel com interiores assinados por Philippe Starck. A mostra de Kapoor será o primeiro evento artístico do empreendimento, próximo à Avenida Paulista, que segue a todo vapor - mais de 1 mil operários trabalham no local, onde antes funcionava o Hospital Matarazzo.

Kapoor visitou a obra na terça, 30, mas ainda não tem ideia da exposição que pretende fazer na Cidade Matarazzo. É pouco provável que apresente alguma de suas esculturas monumentais - ele olha para Alexandre Allard quando é consultado pela reportagem sobre a possibilidade de ter uma obra pública sua em São Paulo.

Allard apenas sorri de volta. Se a mostra fosse agora, é provável que ele fizesse algo como a exposição chilena ou, considerando sua mais recente mostra, na Pitzhanger Manor de Londres, instalasse uma série de espelhos à maneira daquele que Alice atravessa no livro de Lewis Carroll, usados como parábola sinistra de uma Grã-Bretanha que naufraga na escuridão ao ver seu reflexo. "Acho que o Brexit representa o fracasso de minha geração, que deixou essa gente emergir no vácuo ideológico." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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