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VARIEDADES

Exposições e outros eventos marcam os 500 anos da morte de Da Vinci

28 Abr 2019 - 15h00Por André Cáceres

No dia 2 de maio de 1519, morria, aos 67 anos, em Amboise, na França, Leonardo di Ser Piero da Vinci. O legado do pintor transcende a barreira entre arte e ciência, como comprovam seus desenhos e experimentos, o que justifica que as homenagens aos 500 anos de sua morte se espalhem por museus de distintas vocações.

A Itália, terra natal do artista, é palco de uma série de exposições. Em Roma, A Ciência Antes da Ciência, dedicada à produção científica de Da Vinci, vai até 30 de junho na Scuderie del Quirinale. Reúne mais de 200 peças, incluindo esboços que foram considerados prelúdios do paraquedas, helicóptero e tanque de guerra. Em Veneza, até 14 de julho, a exposição O Homem É o Modelo do Mundo, na Galleria Dell'Accademia, traz a público 24 desenhos raramente expostos, com destaque para O Homem Vitruviano, que será emprestado no segundo semestre para o Museu do Louvre, em Paris.

Em Florença, cidade em que Leonardo produziu algumas de suas maiores obras, a mostra Verrocchio, o Mestre de Leonardo, até 14 de junho no Palazzo Strozzi, exibe telas do homem que o ensinou, Andrea del Verrocchio, ao lado de trabalhos de seus aprendizes Pietro Perugino, Domenico Ghirlandaio e Da Vinci. No Palazzo Vecchio, também em Florença, até 24 de junho, a mostra Leonardo a Firenze expõe trechos do Codex Atlanticus, um documento de mais de mil páginas escrito entre 1478 e 1519, em que o artista fez anotações sobre matemática, astronomia, biologia, química, entre outros estudos. Uma exposição recente e semelhante foi a do Codex Leicester na Galeria Uffizi. A obra reúne textos, esboços e desenhos datados de 1508 a 1510. O documento, que foi comprado por Bill Gates em 1990 por US$ 30 milhões, apresenta estudos de temas como o movimento da água, fósseis e a luz da Lua.

O Museu Galileu, também de Florença, sedia até fevereiro de 2020 a mostra Leonardo da Vinci: Visões - Os Desafios Tecnológicos do Gênio Universal, expondo projetos de ferramentas, objetos e instrumentos que estavam à frente de seu tempo. Uma carruagem autopropulsionada, um leão mecânico e planos de como alçar voo estão entre os itens.

A exposição Desenhando o Futuro, em cartaz até 14 de julho no Museu Real de Turim, conta com mais de 50 desenhos artísticos e científicos de Leonardo, como seu Retrato de um Homem Velho, tido como seu autorretrato, e estudos de obras célebres como Cabeça de uma Mulher, A Virgem dos Rochedos e A Batalha de Anghiari. A 50 quilômetros do local de nascimento de Da Vinci, o Museu Leonardiano mostra o impacto da paisagem de sua infância em seu trabalho, incluindo desenhos emprestados pela Galeria Uffizi das montanhas de Montalbano. Em Milão, onde Leonardo morou entre 1482 e 1499, o Museu Ambrosiana promove, na cripta da Igreja do Santo Sepulcro, uma exposição que coloca lado a lado Da Vinci e o artista pop Andy Warhol.

França

Da Vinci morreu em Amboise, onde o presidente francês Emmanuel Macron deve se encontrar com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, no dia 2 de maio. O Castelo Real de Amboise, onde está a tumba do artista, inaugura nesse dia uma exposição sobre os últimos anos de Leonardo, em cartaz até 31 de agosto. Junto com o Homem Vitruviano, o Museu do Louvre deve receber de empréstimo no segundo semestre as obras Cabeça de Mulher, A Anunciação e São Jerônimo, em uma negociação que gerou atrito entre os governos italiano e francês. A condição para que as peças fossem à França foi de que o Louvre cedesse para Roma algumas obras de Rafael, que morreu um ano depois de Leonardo, e será homenageado na capital italiana em 2020. As peças emprestadas somam-se à já valiosa coleção do Louvre, que conta com quase um terço das pinturas de Da Vinci: São João Batista, A Virgem e o Menino com Santa Ana, A Virgem dos Rochedos e La Belle Ferronière, além, é claro, da Mona Lisa.

Inglaterra

A Rainha Elizabeth II é dona da mais importante coleção de anotações de Leonardo, com mais de 500 desenhos, dos quais 144 estão hoje expostos em 12 mostras simultâneas em várias cidades do Reino Unido. A partir de 24 de maio, essas peças serão reunidas a outras da coleção real no Palácio de Buckingham, em Londres.
Brasil. O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo será o principal veículo de celebrações de Leonardo da Vinci no País. A programação, que teve início em 15 de abril e deve prosseguir pelo resto de 2019, já teve um recital de música renascentista e uma conferência sobre o mestre. Uma instalação multimídia do artista italiano radicado no Brasil Cesare Pergola cria representações das obras Dilúvio e A Batalha de Anghiari na fachada da instituição, em Higienópolis.

Emirados Árabes

Salvator Mundi, a obra mais valiosa do artista, não faz parte das mostras. Em novembro de 2017, a tela foi arrematada anonimamente em um leilão por US$ 450 milhões. O Louvre de Abu Dhabi anunciou que a tela estaria no museu como parte das homenagens. A exposição, que teria início em setembro passado, foi cancelada e o museu não confirma o paradeiro da peça, de acordo com o jornal The New York Times. Desde então, especialistas levantaram a hipótese de que o quadro pode não ser de autoria do pintor ou uma falsificação. O comprador da obra, que, ainda de acordo com o Times, seria ligado ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, não se pronunciou sobre a questão, ainda nebulosa. Nos 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, o mundo infelizmente não poderá apreciar sua obra mais cara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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