Delivery Much
VARIEDADES

'Billy Elliot' conserva a força da versão original no cinema

15 Abr 2019 - 09h00Por Ubiratan Brasil

Quando estreou o filme "Billy Elliot", em 2000, fazia dez anos que Margaret Thatcher deixara de ser primeira ministra britânica. Hoje, sua figura controversa tornou-se ainda mais desconhecida do grande público. É feliz, portanto, a decisão da montagem nacional de "Billy Elliot - O Musical", em cartaz no Teatro Alfa, de minimizar sua importância (nem em foto, mrs. Thatcher aparece) e se concentrar na importância da arte (especificamente a dança) na transformação de consciências. Billy perdeu a mãe, o que desestabilizou a família. Desanimado com as sessões de boxe, o menino descobre uma aula de balé, na qual seu talento se revela. Auxiliado pela senhora Wilkinson, Billy aprende os conceitos básicos que o levarão até o Royal Ballet. Antes, porém, terá de combater o preconceito local. A chance do garoto está na transformação do pai, que percebe ser o filho o único naquela comunidade condenada pelo fracasso a ter êxito na vida.

Eis aí o ponto forte da montagem brasileira. Carmo Dalla Vecchia traz a verdade esperada em Jackie, o pai brutalizado, mas que percebe o talento do garoto. Também Beto Sargentelli, ator especial, como Tony, o irmão cabeça-dura, revela a transformação e aceitação do potencial do menino. A família se completa com a avó e o espectro da mãe, em iluminadas interpretações de Inah de Carvalho e Sara Sarres. Finalmente, Vanessa Costa traz a garra esperada como sra. Wilkinson.

O espetáculo, porém, tem sua força na presença dos garotos. Billy é defendido alternadamente por Pedro Sousa, Tiago Fernandes e Richard Marques. Com características distintas, eles apresentam o menino que descobre, aos poucos, a força de seu talento. Surpreendem também como bailarinos, com passos precisos. Outro destaque é o trio Felipe Costa, Paul Gomes e Tavinho Canalle, que vive Michael, o amigo de Billy, que não se importa em se vestir de mulher. É encantadora a forma como eles mostram isso, sem trejeitos. Fortalece a mensagem contra o preconceito, que marca a peça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BILLY ELIOTT.
Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (011) 5693-4000. 6ª, 20h30; Sáb., 15h/20h; dom., 14h/18h. Ingressos: de R$ 40 a R$ 260. Até 28/4.

Premix Concreto

Matérias Relacionadas

Saúde

Corupá confirma sexta morte por Coronavírus

A prefeitura lembra que as medidas de prevenção ao Coronavírus devem ser reforçadas por todos os moradores.
Variedades

Prestação de contas amplia chances de captação de recursos para projetos sociais

Lives do Fundo Social podem ser conferidas no canal do SESI/SC no YouTube
Prestação de contas amplia chances de captação de recursos para projetos sociais
Variedades

Fundo Social aborda nesta terça (27) Lei de Incentivo ao Esporte

Mundo

Missão japonesa fará imagens de Marte e suas luas em alta definição

Além de fazer imagens, a missão pretende coletar areia obtida em solo
Missão japonesa fará imagens de Marte e suas luas em alta definição
Ver mais de Variedades