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Segurança

Justiça determina prisões e bloqueio milionário em desdobramento da Operação Mensageiro

As medidas são executadas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba, em residências e empresas dos investigados

02 Jun 2026 - 08h57Por Janici Demetrio
  - Crédito: Divulgação MPSC - Crédito: Divulgação MPSC

Na manhã desta terça-feira (2), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à força-tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, deflagrou a Operação DNA do Crime. A ação é um novo desdobramento da Operação Mensageiro e tem como foco a recuperação de recursos públicos desviados.

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão contra empresários suspeitos de integrar uma organização criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Além disso, a Justiça determinou a apreensão de 95 veículos, entre pesados e de passeio, o bloqueio de 19 imóveis e de aproximadamente R$ 66 milhões em bens e valores supostamente ligados a esquemas de lavagem de dinheiro.

As medidas são executadas simultaneamente em Blumenau, Gaspar e Curitiba, em residências e empresas dos investigados. Segundo as apurações, o grupo utilizava contratos e empréstimos fictícios entre empresas e pessoas físicas, além da criação de empresas em nome de terceiros, para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos por meio de corrupção e fraudes em licitações.

A operação mobiliza membros do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e 45 policiais integrantes do GAECO, totalizando 47 agentes em atuação nas ruas e em unidades prisionais.

A Operação DNA do Crime é um desdobramento da sexta fase da Operação Mensageiro, que investiga suspeitas de enriquecimento ilícito de empresários já condenados ou processados por corrupção e fraude em licitações, e que ainda mantêm contratos com o poder público.

O nome da operação faz referência ao fato de a organização investigada ser formada majoritariamente por membros da mesma família, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras da apontada líder do grupo, responsável por coordenar o esquema de lavagem de dinheiro.

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate às organizações criminosas.

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