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Segurança

Falso médico é condenado por estelionato, furto e violação sexual em Jaraguá do Sul

Homem possui 28 boletins de ocorrência registrados descrevendo forma semelhante de agir

12 Mar 2019 - 17h50Por NSC Total
Falso médico é condenado por estelionato, furto e violação sexual em Jaraguá do Sul -

Um homem, que se apresentava como médico pediatra para aplicar golpes em mulheres, foi condenado a cinco anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente semiaberto, no Fórum de Jaraguá do Sul. Ele foi sentenciado depois que uma das vítimas procurou a polícia informando sobre o furta de dinheiro e o cartão de crédito, além de obter vantagens sexuais da mulher.  

O acusado foi condenado, em decisão assinada pelo juiz Samuel Andreis, da 2ª Vara Criminal de Jaraguá do Sul, pelos crimes de violação sexual mediante fraude, estelionato e furto mediante fraude. O caso aconteceu na cidade, em abril de 2018. A denúncia do Ministério Público (MP) apontou que o homem conheceu a vítima em um aplicativo de relacionamento. 

Durante a conversa, ele se apresentou como médico pediatra e, depois de dias de troca de mensagens, conquistou a confiança da mulher. A jovem então o convidou para visitar a sua casa, onde ele permaneceu hospedado por quatro dias. De acordo com o processo, o acusado se aproveitava de poder de persuasão para convencer a vítima de que era uma pessoa confiável. 

A vítima relatou que o homem se valia desta confiança para manter relações sexuais com ela, mediante fraude, já que criou na jovem a expectativa de envolvimento sério. Entretanto, no último dia em que estavam juntos, o homem furtou R$ 100 e pegou o cartão de crédito da vítima, que estavam no apartamento, e fugiu. Com o cartão, o acusado realizou compras e saques, deixando um prejuízo de aproximadamente R$ 4,5 mil à vítima.

Mesmo golpe aplicado em outras cidades
A investigação da Polícia Civil apontou que ele era especialista nesse tipo de golpe e já aplicou golpes semelhantes a outras mulheres em cidades de Santa Catarina e do Paraná. O homem possui 28 boletins de ocorrência e usava sempre a mesma forma de agir. Primeiro, abordava as mulheres em redes sociais ou aplicativos, ganhava a confiança das vítimas e depois marcava encontro pessoalmente. 

Após o compromisso, roubava pertences de valor das mulheres. Ele foi preso em setembro do ano passado e na data negou as acusações. Já em juízo, ele confessou ter praticado o furto, mas garantiu que o sexo com a vítima foi consensual. 

Ainda em depoimento, alegou que se intitulou médico formado para levar vantagem na paquera. Já a vítima explicou durante a oitiva do processo que, poucos dias antes do fato, havia terminado um relacionamento longo e estava em momento de fragilidade. O juiz ainda negou o direito do réu de recorrer em liberdade.

Fonte: NSC Total


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