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Vigilância Epidemiológica alerta para os cuidados com a tuberculose

Hoje, 24 de março, é o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose

23 Mar 2019 - 16h00
Vigilância Epidemiológica alerta para os cuidados com a tuberculose - Crédito: Divulgação / PMJS Crédito: Divulgação / PMJS

Hoje, 24 de março, é o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose. A Vigilância Epidemiológica de Jaraguá do Sul alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para a cura da doença. A tuberculose é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. É transmissível e afeta principalmente os pulmões, embora possa atingir outros órgãos e sistemas (tuberculose extrapulmonar). 

A apresentação pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, pois é a principal responsável pela transmissão da doença. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito. O surgimento da Aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. O principal reservatório da tuberculose é o ser humano. Outros possíveis reservatórios são bovinos, primatas, aves e outros mamíferos. 

No Brasil, a tuberculose é um sério problema de saúde pública. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.

Diagnóstico

Para diagnosticar a tuberculose, é necessário realizar o exame de escarro (baciloscopia, cultura ou teste molecular rápido para tuberculose). São necessárias duas amostras de escarro: uma colhida no momento da 1ª consulta e outra colhida na manhã do dia seguinte, ainda em jejum. Outros exames também podem ser solicitados (como radiografias, tomografias, biópsias, entre outros).

Sintomas

Em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse (por três semanas ou mais), associada ou não à febre (especialmente à tarde), suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento.

Em crianças menores de dez anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica. Também são comuns sintomas de irritabilidade, tosse, falta
de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Nas formas extrapulmonares de tuberculose, que são menos frequentes, os sinais e sintomas variam de acordo com o órgão ou sistema acometido.
Na presença dos sinais e sintomas acima descritos, é importante procurar um serviço de saúde da rede SUS para avaliação.

Transmissão

A tuberculose é uma doença de transmissão aérea. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam partículas no ar. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de outra pessoa ser infectada com a bactéria causadora da doença. Somente pessoas com tuberculose ativa pulmonar ou laríngea transmitem a doença e, em geral, após 15 dias de tratamento adequado elas já não são mais capazes de infectar outras pessoas.

IMPORTANTE: A tuberculose não se transmite pelo compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

Prevenção

Para se prevenir contra a tuberculose, é importante vacinar as crianças menores de quatro anos de idade com a vacina BCG, tratar pessoas infectadas com maior risco de adoecer e efetuar medidas de controle de infecção.

Tratamento

A tuberculose tem cura. Na rede do SUS o tratamento é gratuito, tendo duração de, no mínimo, seis meses, e é necessário tomar diariamente o medicamento. Há casos em que o tratamento precisa ser estendido por mais tempo, a depender da avaliação clínica e de resultados de exames laboratoriais.
É comum que após as primeiras semanas de tratamento o paciente observe melhora
total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que a doença esteja curada.

ATENÇÃO: Para obter a cura, é necessário completar todo o tratamento. A falta de adesão, o abandono ou o uso irregular dos medicamentos podem causar resistência dos bacilos ao tratamento, o que complica o quadro clínico e demanda tratamento por um maior período de tempo (18 a 24 meses).

Dados epidemiológicos de Jaraguá do Sul

No ano de 2014 foram notificados 37 casos de tuberculose em residentes de Jaraguá do Sul. A maior parte dos casos (75,7%) eram de tuberculose pulmonar. A partir do ano seguinte, a quantidade de casos notificados começou a baixar, chegando a um percentual de queda de 50% nas notificações de tuberculose pulmonar até 2017.

Em 2018 foi realizada uma campanha de sensibilização aos profissionais de saúde da rede de atenção, sobre a importância de identificar os sintomáticos respiratórios e solicitar os exames para identificação da doença (unidades básicas, hospitais, faculdades, empresas, etc). Neste ano o número de casos notificados de tuberculose pulmonar teve um aumento de 56,3% em relação ao ano anterior. Foram 40 casos notificados no ano passado. 82,5% dos casos notificados em 2018 eram de tuberculose pulmonar.

O programa de prevenção à doença é sediado na Diretoria de Vigilância em Saúde, na Rua Jorge Czerniewicz, 800. O telefone para contato é 2106-8300.


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