Saúde

Técnica de enfermagem conta como foi enfrentar a doença covid-19

Ela e o marido, Oreste Bruning, 54 anos, caminhoneiro, contraíram a tão temida doença covid-19, causada pelo novo coronavírus

08 Mai 2020 - 16h37Por Da Redação
Técnica de enfermagem conta como foi enfrentar a doença covid-19 - Crédito: Divulgação / PMJS Crédito: Divulgação / PMJS

A técnica de enfermagem Rozane Terezinha Laurentino Bruning, 48 anos, trabalha no posto de saúde do Amizade. Ela e o marido, Oreste Bruning, 54 anos, caminhoneiro, contraíram a tão temida doença covid-19, causada pelo novo coronavírus.

No mundo, ela já matou mais de 260 mil pessoas. Os sintomas começaram na semana da Páscoa, no início de abril, com tosse, e logo se agravaram. Rozane não sabe se foi o marido - que viaja pelo País - que pegou a doença ou se foi ela. Primeiro Oreste foi internado no Hospital São José, depois Rozane. Os sintomas nos dois, apesar de terem a mesma doença, foram manifestados de formas diferentes. 

Oreste tinha muita dor no peito, nas pernas, vômito e náuseas. Já Rozane tinha muita dor nas costas, ao respirar, e diarreia. Não teve náuseas. A febre não passou de 38,1°.

Foram dez dias de internação. Sem nenhuma certeza. Na angústia se conseguiriam, ou não, voltar pra casa. “Todos nos falavam que iríamos superar a doença, que não nos preocupássemos. Mas, muitas vezes, me vi sem nenhuma força e pensei que não iria escapar. Faltava força para tomar banho, faltava apetite para comer, tinha que parar no meio da refeição, de tanto cansaço”, conta Rozane. O hospital deu toda a assistência necessária, fez os exames possíveis e deu as medicações conforme os sintomas que cada uma apresentava. Depois de dez dias, sentindo-se mais fortes, obtiveram alta. 

Rozane ainda está se recuperando em casa e conta que teve que comprar bombinha para o pulmão, xarope para a tosse, antibiótico e injeções de anticoagulantes, já que a doença causa coágulos/ trombose, principalmente no pulmão. No total, Rozane já gastou quase R$ 1 mil em medicamentos para o tratamento pós-hospitalar. Com o marido sem poder fazer as viagens de caminhão e as contas continuando a chegar, ela conta que o filho foi trabalhar de caminhoneiro no lugar do pai. Oreste deve ficar se recuperando em casa ainda por cerca de 15 dias. Rozane espera voltar à ativa na semana que vem.

Ela reforça a importância de tomar os cuidados de proteção com máscara, higiene das mãos, distância entre as pessoas, para evitar contrair a covid. "Se cuidem. É horrível. A gente não sabe o que vai acontecer". 


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