Saúde

Morador de Jaraguá do Sul é diagnosticado com febre do maruim 

Este foi o primeiro caso da doença registrado no município

15 Jun 2024 - 11h21Por Janici Demetrio
Morador de Jaraguá do Sul é diagnosticado com febre do maruim  - Crédito: Divulgação / Prefeitura de Jaraguá do Sul Crédito: Divulgação / Prefeitura de Jaraguá do Sul

Um homem na faixa etária dos 30 anos, morador de Jaraguá do Sul, foi diagnosticado com Febre Oropouche, também conhecida como febre do maruim. Este foi o primeiro caso da doença registrado no Município. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (14) pela Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul. Ainda de acordo com a Pasta, o paciente, que reside na região rural, passa bem.

Diante desta primeira confirmação, a Secretaria da Saúde orienta sobre as medidas de prevenção e controle individuais e coletivas, que se concentram na redução das populações de mosquitos, identificando e eliminando os locais de reprodução e repouso dos vetores, sendo elas:

- Evitar locais de mata e beiras de rios ou áreas com transmissão, principalmente nos horários de maior atividade do vetor (entre 9 a 16 horas);

- Utilizar roupas compridas que minimizem a exposição aos vetores silvestres que cubram braços e pernas, sapatos fechados e principalmente fazer o uso de repelente e mosquiteiros (uso de telas em janelas de imóveis em área rural, silvestre e urbana próxima de matas);

- Limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo).

Na microrregião de Jaraguá do Sul já são seis casos confirmados da doença. Foram confirmados dois casos em Corupá, um em Jaraguá do Sul e três em Schroeder. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE).

No Estado, já são 78 casos da doença confirmados, sendo que, Luiz Alves tem o maior número com 35, seguido de Botuverá com 16 e Brusque com seis.

Sobre a doença:
A Febre Oropouche possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, o suposto vetor primário é o mosquito-pólvora ou maruim. No ciclo urbano, o homem é o principal hospedeiro e o vetor primário também é o maruim. Também o pernilongo ou muriçoca, pode transmitir o vírus neste ambiente.
Os sintomas geralmente são dor de cabeça, dor muscular e dor nas articulações. Outros sintomas são relatados como tontura, dor atrás dos olhos, calafrios, náuseas e vômitos. Não existe tratamento específico para a FO, sendo este apenas sintomático e suporte para os casos mais complicados. Não se recomenda a utilização de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico ou derivados e os anti-inflamatórios não esteroidais, pela possibilidade de gerar ou agravar quadros hemorrágicos.

Vigilância Epidemiológica da doença:
Conforme protocolo estadual, alguns pacientes moradores do município de Jaraguá do Sul que estiveram internados recentemente nos hospitais e tiveram exames negativos para as arboviroses Zika, Dengue e Chikungunya (ZDC) terão suas amostras analisadas para Febre do Oropouche (FO). A Vigilância Epidemiológica aguarda os resultados do LACEN para identificar se há novos casos de FO no município.

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