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Governador Carlos Moisés lança Plano Estadual de Vacinação contra Covid-19

A primeira fase consiste na imunização dos trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, pessoas com mais de 60 anos que moram em instituições de longa permanência e a população indígena

16 Dez 2020 - 13h49Por Gustavo Henrique Reif
Governador acompanha lançamento do Plano Nacional em Brasília - Crédito: Peterson Paul / SecomGovernador acompanha lançamento do Plano Nacional em Brasília - Crédito: Peterson Paul / Secom

O governador Carlos Moisés lançou nesta quarta-feira, 16, o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina. O trabalho de imunização da população catarinense ocorrerá em consonância com o Governo Federal e os municípios e pretende vacinar 2,8 milhões de pessoas dos grupos prioritários em um primeiro momento. O chefe do Executivo estadual acompanhou, em Brasília, o lançamento do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e garantiu que todos os esforços serão realizados para que a vacinação ocorra da maneira mais célere possível.

Segundo o cronograma do Governo do Estado, a vacinação dos grupos prioritários será em quatro fases, assim como orienta o Ministério da Saúde. A primeira fase consiste na imunização dos trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, pessoas com mais de 60 anos que moram em instituições de longa permanência e a população indígena. Na segunda fase, o foco serão as pessoas com idade entre 60 e 74 anos.

Acesse aqui o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 na íntegra

A terceira fase vacinará os que apresentam comorbidades (diabetes, doença renal, doença respiratória crônica, câncer, hipertensão, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos que receberam transplante de órgãos, anemia falciforme e obesidade grave). Por fim, na quarta fase, serão professores, profissionais da Segurança Pública, do sistema prisional e de salvamento. Somados, esses grupos representam 2,8 milhões de pessoas.

O governador destaca que o restante da população será vacinada conforme os insumos forem sendo repassados pelo Governo Federal. Ele conta que Santa Catarina tem realizado um trabalho nas últimas semanas para garantir que não haja problemas por conta da sobreposição do calendário de vacinas já existentes, como influenza e H1N1.

“Toda a nossa rede logística foi redimensionada e está em fase final de estruturação. Estamos trabalhando em questões como insumos, como as seringas e agulhas, reforçando a nossa rede de frios para garantir o armazenamento, assim como a ampliação da rede elétrica e das salas de vacinação. Também estamos expandindo nosso quadro de vacinadores. Vamos fazer a nossa parte, que é preparar a oferta de cobertura vacinal para a população. Reforçamos também o alinhamento com o Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Imunização, cuja eficácia é mundialmente reconhecida”, afirma o governador.

Acesse aqui os principais pontos do Plano Estadual

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, lembra que é atribuição do Governo Federal definir quais vacinas serão utilizadas no enfrentamento à Covid-19. “O que cabe aos Estados é tornar isso operacional. O Governo Federal nos manda as vacinas e a partir daí nós trazemos esse recurso de saúde pública para a população. É isso que estamos fazendo”, diz o secretário.

O Plano Estadual de Vacinação tem 25 páginas e é resultado de semanas de preparaçao para que Santa Catarina possa ofertar a imunização contra o coronavírus em concomitância ao calendário de vacinas já existentes no estado. 

Caso seja necessário, o Governo do Estado dispõe de R$ 300 milhões separados em caixa para compra de vacinas. Os valores seriam suficientes para adquirir cinco milhões de doses.

Plano Nacional foi lançado em Brasília

O Plano Nacional de Imunização foi lançado nesta quarta-feira em Brasília, em ato com a presença do presidente Jair Bolsonaro. O ministro Eduardo Pazuello salientou que a distribuição das vacinas depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele lembrou que já há cerca de 300 milhões de doses negociadas e o Governo Federal reservará R$ 20 bilhões para a compra.

“Todos os Estados serão tratados de forma igualitária e todas as vacinas terão prioridade no SUS. Ter um Brasil imunizado é o nosso objetivo”, disse Pazuello.

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