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Saúde

Deputado Vicente Caropreso pede recursos e mais estrutura a municípios turísticos

Ação é uma resposta ao decreto do governo que garante 100% da ocupação hoteleira: "Os catarinenses já lotam as vagas de UTIs, pode haver colapso com vinda de milhares de turistas

17 Dez 2020 - 05h44Por Janici Demetrio
Deputado Vicente Caropreso pede recursos e mais estrutura a municípios turísticos - Crédito: Rodolfo Espínola/Agência AL Crédito: Rodolfo Espínola/Agência AL

O deputado Vicente Caropreso (PSDB) requereu ao governo do Estado a liberação urgente de recursos financeiros e insumos aos municípios que tradicionalmente recebem grande número de turistas na temporada de verão. O parlamentar, que é médico, está preocupado com os impactos no sistema público de saúde que atende pacientes com Covid-19 diante da decisão que retirou as restrições sobre a ocupação nos hotéis e pousadas no estado. A medida foi aprovada na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, realizada nesta quarta-feira (16).

Dr. Vicente já havia defendido a ação durante a reunião do Grupo de Respostas de Ações Combinadas (Grac), que atual junto à Defesa Civil e  que monitora as ações de controle da pandemia, no início da semana, quando foi discutido o Decreto Estadual 1003/220 que liberou totalmente a capacidade hoteleira a partir do dia 21 de dezembro.

Na avaliação do parlamentar, a medida vai impactar principalmente nas cidades do litoral que estarão liberadas para receber um número maior de turistas, o que pode multiplicar os casos de contaminação pelo novo coronavírus. “As autoridades precisam se preparar para o aparecimento multiplicado de casos de Covid que necessitem de assistência hospitalar. Os catarinenses atualmente já lotam as vagas de UTIs e isso pode entrar em colapso com a vinda de milhares de turistas.”

O deputado argumenta que o governo e os municípios não podem pensar apenas em desenvolvimento econômico com os impostos gerados pelos turistas, mas agir de forma preventiva  com foco central na  segurança da saúde de todas as pessoas. “Não há dúvida sobre o profissionalismo da nossa rede hoteleira, mas não há como disciplinar jovens em festas de final de ano impondo regras no papel. O turista não vem para ficar dentro de quarto de hotel, vem para se atirar nas praias e festejar, e isso gera aglomeração. Não há como disciplinar e fiscalizar isso tudo.”

Vacina
Para o deputado Dr. Vicente afirmou o governo federal demorou para apresentar um plano nacional de imunização e em negociar com laboratórios fabricantes de vacina contra a Covid-19. Ele deu como exemplo a vacina do laboratório Pfizer que reservou para o Brasil apenas 2 milhões de doses para o primeiro trimestre e mais 6,5 milhões para o segundo semestre. “É um volume insuficiente. O país perdeu a oportunidade de se adiantar para a obtenção de doses suficientes desta vacina para suprir a primeira fase de imunização direcionada aos profissionais de saúde e aos idosos com mais 60 anos.”

O deputado acrescentou que as  duas vacinas que estão sendo produzidas no Brasil, com tecnologia e insumos chineses (Coronavac/Butantan e Astra Zeneca/Fiocruz) aguardam resultados finais dos testes para pedirem liberação pela Anvisa. A Coronavac, apesar de estar em produção acelerada, não há carta de intenção por parte do governo federal para aquisição. Há problemas ainda com  compra de insumos como seringas e agulhas. “Ou seja, insegurança total até o momento, estamos na penumbra até que fatos concretos aconteçam. O fato é que a vacina não estará disponível para todos no curto prazo. Por isso, o importante é seguir todos os protocolos sanitários e de distanciamento social”.

Crime contra saúde pública
Em suas ações nas redes sociais e manifestações públicas, o deputado Dr. Vicente tem revelado preocupação com duas questões: o uso político da vacina contra a Covid-19 e o crescente movimento antivacina. Pesquisa divulgada no último fim de semana pelo Datafolha revelou que 22% dos brasileiros não querem se vacinar. “É um movimento marginal e que vai contra a segurança da população. O Brasil não merece que aflore tanta mesquinharia num momento de tanto sofrimento sob o ponto de vista médico e financeiro, sobretudo para algumas atividades muito afetadas pelas restrições impostas pela pandemia.”

 

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