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Covid-19 não é doença somente de idosos, alerta OMS

Medidas de prevenção devem ser empregadas por toda população

18 Mar 2020 - 15h58Por Da Redação
Covid-19 não é doença somente de idosos, alerta OMS - Crédito: O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. As regras têm como objetivo proteger o investimento feito pelo Estadão na qualidade constante de seu jornalismo. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link: https://saude.estadao.com Crédito: O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. As regras têm como objetivo proteger o investimento feito pelo Estadão na qualidade constante de seu jornalismo. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link: https://saude.estadao.com

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (18) que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, não atinge somente idosos. Medidas de prevenção e tratamento devem ser empregadas por governos e pessoas também no caso de adultos saudáveis e até mesmo de crianças.

A entidade reiterou que a maior taxa de mortalidade vem ocorrendo entre a faixa acima dos 60 anos, mas esse fato não pode justificar uma tranquilidade e um descuido no restante da população. As providências, acrescentaram os representantes da organização, devem ser tomadas por todas as pessoas.

“Nos dados, o número de casos com crianças é mais baixo do que em adultos. Elas podem desenvolver doenças, mas a maioria está infectada com doenças mais leves. Mas sabemos que crianças são suscetíveis. Na China, várias evoluíram para estados mais graves. E há o registro de uma morte na China”, declarou a chefe da área de doenças da OMS, Maria Van Kerkhove.

“Não é uma doença somente dos idosos. Pessoas mais jovens experimentam doença menos severa, mas temos que observar todos, até os casos mais leves. Todo caso suspeito deve ser testado. Se mostrar sintomas deve ser testado”, acrescentou o diretor executivo da OMS, Michael Ryan. Na Coreia do Sul, exemplificou, apenas 20% das mortes tiveram como vítimas pessoas idosas.

A ampliação dos testes tem sido um desafio para governos. Mas para o diretor executivo, a aplicação insuficiente de testes está mais relacionada às estratégias dos governos do que à ausência de kits e insumos por parte dos laboratórios. “Se você vai testar cada caso suspeito os países vão ter a capacidade”, afirmou.

A chefe da área técnica da OMS ressaltou que países devem procurar como ampliar a oferta de testes. “Países precisam usar os fundamentos, mas pensar em formas inovadoras de encontrar as pessoas e enfrentar a disseminação. Já há casos, por exemplo, de exames em drive thru [termo utilizado para coleta direta no carro de alimentos em lanchonetes]”, disse Maria Van Kerkhove.

>> Saiba as principais medidas para prevenir e conter a disseminação do novo coronavírus

Casos

A última atualização da OMS, de hoje, contabilizou 193.475 casos confirmados, com 7.864 mortes. Desde o início da pandemia, 164 países registraram casos. A China mantém-se com o maior número de casos (81.151), seguida de Itália (31.506), Irã (16.169), Espanha (11.178) e Coreia do Sul (8.413).

Suprimentos

Outra preocupação dos integrantes da direção da OMS diz respeito aos suprimentos de saúde. A organização informou que dialoga com os governos para assegurar o acesso a equipamentos e insumos no mercado. A entidade pede ainda que as autoridades garantam a oferta desses produtos aos profissionais da área

Os diretores da OMS alertam para o uso indevido desses materiais - como a utilização de máscaras por pessoas que não apresentam sintomas. “Cada indivíduo precisa saber seu papel para que suprimentos sejam utilizados da melhor forma possível. Uma questão fundamental é o uso racional de máscaras. Se você não está doente, não deveria estar usando uma máscara. Isso impacta os suprimentos globais”, ponderou a chefe da área de doenças da OMS, Maria Van Kerkhove.

Preconceito

O diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, ressaltou que o momento é de solidariedade e união para combate ao vírus. O diretor executivo da entidade, Michael Ryan, condenou um tratamento discriminatório ou de atribuição de responsabilidade à China pela pandemia. Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu em tratar o novo coronavírus por “vírus chinês”.

“Devemos evitar tratar como ´vírus chinês´. Esse é um tempo de solidariedade, de fatos. Não tem culpa nisso. Tudo o que precisamos agora é identificar o que precisamos fazer, avançar com velocidade e evitar indicação de associação étnica”, assinalou.

Fonte: Agência Brasil


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