Saúde
Confirmado o primeiro caso de febre do maruim em Corupá
Informação foi divulgada nesta quinta-feira (6)
Crédito: Arquivo Rádio Jaraguá A Secretaria de Saúde de Corupá confirmou nesta quinta-feira (6) o primeiro caso de febre oropouche, também conhecida como febre do maruim, no município. Conforme dados divulgados pela assessoria de imprensa do município, o caso foi confirmado em uma mulher entre 40 e 50 anos. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, a paciente passa bem.
Transmitida pelo maruim, a doença é menos letal que a dengue e apresenta sintomas bem parecidos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando este pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:
• Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
• Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.
SINTOMAS
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da Febre do Oropouche é clínico, epidemiológico e laboratorial. Todo caso com diagnóstico de infecção pelo OROV deve ser notificado. A FO compõe a lista de doenças de notificação compulsória, classificada entre as doenças de notificação imediata, em função do potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública.
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.
Recomenda-se o uso repelente, uso de roupas fechadas, evitar áreas que têm a presença do maruim além da remoção de possíveis criadouros como água parada.
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