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Saúde

Atenção aos sinais da Doença de Parkinson

Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e estima-se que a prevalência de portadores mais do que dobre nas próximas décadas.

18 Abr 2019 - 09h50Por Sérgio Luiz

Se durante uma simples caminhada ocorre a percepção de uma pessoa, que um dos braços fica colado ao corpo de forma involuntária. Ou, ao escrever, a mão já não obedece ao movimento. Numa atividade corriqueira a pessoa tiver dificuldade para cortar a carne para o almoço. Ou, ainda, não conseguir abotoar a camisa nem controlar os movimentos.

Tudo isso pode ser sintoma da falta de dopamina no sistema nervoso central, e o consequente desencadeamento da doença de Parkinson - um distúrbio neurológico do movimento, progressivo e degenerativo que afeta milhares de pessoas.

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e estima-se que a prevalência de portadores mais do que dobre nas próximas décadas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial acima de 65 anos tem o mal de Parkinson. Dados do Ministério da Saúde apontam que, no Brasil, cerca de 200 mil pessoas são atingidas pela doença

Além disso, um em cada quatro pacientes com Parkinson são erroneamente diagnosticados. Segundo a doutora Rachel Brant Machado Rodrigues, especialista em “Distúrbios do Movimento”, a doença de Parkinson é caracterizada principalmente pela lentidão dos movimentos.

Embora mais comum em pessoas acima de 60 anos, o número de pessoas mais jovens diagnosticadas com a doença está aumentando. E de acordo com a especialista, o diagnóstico é acima de tudo clínico, feito por um profissional com experiência, associado ao histórico do paciente.

Nos casos em que o paciente responde bem ao medicamento, porém, a resposta não é duradoura, existe o tratamento com estímulos elétricos diretos no cérebro. 

O suporte da família do paciente é fundamental para o tratamento. Tanto na quebra do preconceito quanto na boa convivência e auxílio. E seguindo as orientações do profissional médico, com o diagnóstico e tratamento precoce, Brant assegura que o paciente pode ter uma vida relativamente normal. 

De acordo com o neurologista, João Carlos Papaterra Limongi, na grande maioria dos pacientes a doença surge entre 55 e 60 anos, e a prevalência aumenta a partir dos 70 anos. E numa cidade populosa existem de 150 a 200 doentes com Parkinson em cada 100 mil habitantes, ou seja, um em cada mil habitantes tem a doença.


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