Santa Catarina

PIB de Santa Catarina cresceu 3,7% em 2018, maior resultado do Sul do país

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

13 Nov 2020 - 13h51Por Gustavo Henrique Reif
PIB de Santa Catarina cresceu 3,7% em 2018, maior resultado do Sul do país - Crédito: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom Crédito: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom

Com um crescimento de 3,7%, o Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina cresceu mais que economia brasileira (1,8%) e chegou a R$ 298,23 bilhões em 2018. O desempenho representa a maior alta do Sul e a quarta do país, ficando atrás apenas do Amazonas (5,1%), de Roraima (4,8%) e do Mato Grosso (4,3%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela equipe econômica da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE).

O PIB per capita do estado foi estimado em R$ 42.149, sendo o quarto maior do país, atrás do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. As indústrias de transformação, comércio e recuperação de veículos automotores e motocicletas e atividades imobiliárias estiveram entre os destaques no desempenho catarinense.

“Santa Catarina é um estado diferenciado. Com uma economia pujante, se destaca na diversidade de polos que impulsionam o desenvolvimento, seja na agricultura, turismo, tecnologia, indústria e serviços. Atrai investidores que fazem a roda da economia girar. O Governo, integrado com as entidades representativas, tem o papel fundamental de promover ações sólidas e perenes para a manutenção deste crescimento. Seguimos trabalhando com este propósito para deixar um legado às futuras gerações”, avalia o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Siqueira.

O economista da SDE, Paulo Zoldan, salienta que os valores ficaram muito próximos da estimativa feita pela SDE, que apontava uma taxa de crescimento de 3,6% e um valor de R$ 296,1 bilhões. Zoldan salienta ainda que a economia catarinense segue ganhando participação nacional. “Ela passou de 4,2% em 2017 para 4,3% no ano de 2018, o que manteve Santa Catarina na sexta posição entre os estados brasileiros. Apenas a região Sul e a Sudeste ganharam participação no PIB nacional”, destaca.

Segmentos em destaque

Em relação ao comércio, Santa Catarina foi destaque nacional pelo segundo ano consecutivo, em termos de expansão em volume, com os resultados do crescimento no comércio varejista e nos segmentos de material de construção e veículos.

Outro destaque é na indústria catarinense. O segmento mostrou variação em volume de 3,3% em 2018 e teve participação de 26,7%, na economia do estado. A Indústria de Transformação teve crescimento de 4,5%, e a atividade manteve-se como aquela de maior participação em Santa Catarina, com 19,7%.

Contribuíram para o avanço em volume das indústrias de transformação diversos segmentos, como: fabricação de produtos alimentícios e de madeira, a metalurgia e de artigos de borracha e material plástico. Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduo e descontaminação também cresceram, com variação de 4,2%, enquanto as indústrias extrativas e de construção registraram queda de 1,9% e 1,7%, respectivamente.
Já o resultado em volume dos serviços foi positivo (4,2%), influenciado sobretudo pelo comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e atividades imobiliárias.

Quando se trata da agropecuária, o setor representou 5,5% do valor adicionado bruto do Estado em 2018 e sua variação em volume foi de -4,3%. O desempenho da agricultura é reflexo, em grande medida, às retrações verificadas nas produções de fumo, soja e de alguns cereais, como arroz e milho. Pecuária, pesca e aquicultura, por sua vez, tiveram variações em volume de -0,9% e -0,8%, respectivamente.

Enquanto a agropecuária e a indústria de transformação perdem participação, os serviços avançaram. O setor como um todo avançou de 66,9% na estrutura do PIB em 2017 para 67,7% em 2018.

E nas atividades imobiliárias, a variação em volume foi de 4,5% em 2018, influenciadas, sobretudo, pelo aluguel de imóveis próprios.

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