Política
Uma cúpula sem grandes líderes
Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
Crédito: Rádio Jaraguá Na segunda-feira, Lula da Silva fez a abertura da COP30. Delegações presentes? Em torno de 20. Gastos de R$ 4 bilhões. O que se acompanhou foram improvisações de toda ordem: desorganização, obras ainda sendo concluídas apesar da dinheirama derramada. E também a GLO para dar proteção. Mesmo assim, houve assaltos — e a comida, cara. Enfim, uma bagunça geral. Uma desmoralização do Brasil no exterior.
Mas não bastasse a presença inexpressiva de delegações — na COP de 2023 foram quase 140 países representados —, naquele ano não foi só a quantidade de nações, mas a representatividade dos países. E quem Lula trouxe ao Pará? O príncipe William está por aqui, mas não veio como representante oficial do Reino Unido. Veio em função de todo aquele jogo envolvendo a monarquia e tudo mais. Não representa institucionalmente o país.
Vizinhança
Fiquemos, contudo, na América do Sul. O Uruguai, hoje comandado por um esquerdista, ignorou olimpicamente o evento, assim como os presidentes do Paraguai, do Chile e da Argentina, todos de direita.
Narcoditador
Colômbia e Venezuela, claro, nem poderiam estar aqui. Se Maduro tirar o nariz para fora, será preso. O mesmo vale para Vladimir Putin, que não pode sair da Rússia. Só a fina flor das ditaduras do século XXI.
Iminência
Se o sujeito(Putin) já tem ordem de prisão, a Interpol o detém imediatamente. No contexto dos BRICS — que tem um banco comandado pela ex-presidente, companheira e pupila de Lula da Silva, Dilma Rousseff — quem veio? A China nem respondeu ao chamado.
Onde?
A Índia nem representante mandou, assim como a África do Sul. Na América do Norte, Estados Unidos, Canadá e México simplesmente não tomaram conhecimento da patuscada esquerdista. Gastaram uma dinheirama — do seu, do meu, do nosso bolso— e está tudo mal organizado.
Imagem
Repercussão negativa. E Lula da Silva, que queria uma moeda anti-dólar no BRICS, não viu ninguém marcar presença. Ficou com o pincel e o ônus nas mãos. A própria liderança latino-americana do Brasil ficou comprometida. Daí ele vem com a conversa da questão climática, que é fundamental para o mundo.
Discurso e prática
Ocorre que o próprio Lula mandou implementar a expansão da exploração de petróleo na bacia do Amazonas. Ou seja, dá-lhe combustível fóssil. Não bastasse isso, houve desmatamento, abriram uma estrada na floresta, derrubando árvores que eram consideradas patrimônio da humanidade.
De olho
O próprio presidente Trump disparou contra isso diretamente dos Estados Unidos. Fala-se em superfaturamento, corrupção — ou seja, onde eles metem a mão, vira promiscuidade.
Irrelevante
E nada acontece a ponto de oferecer relevo para o Brasil no cenário internacional. Muito ao contrário. O petista ainda foi, antes da abertura, participar de um evento esvaziado na Colômbia, onde prestou solidariedade a Nicolás Maduro — que está na iminência de ser derrubado. Lula foi além: criticou o presidente Trump pela presença militar ostensiva no Caribe.
Fim da linha
Ou seja, definitivamente o governo Lula está caindo pelas tabelas. Além da incompetência e da corrupção, a situação econômica se agrava dia a dia, com a sociedade vendo seu poder aquisitivo seriamente comprometido. Nada menos que 80% da população brasileira está endividada.
Delírios
Na bolha dos lulofanáticos, no entanto, o governo se manifesta como se tudo estivesse às mil maravilhas: geração de emprego, renda, tudo maravilhoso. Em qual país, cara-pálida? No Brasil, os juros seguem na estratosfera, com a Selic a 15%.
Será?
Ou seja, é um governo cambaleante. É o país caminhando para o precipício. É difícil imaginar como Lula da Silva, o PT e a esquerda vão conseguir se sustentar até outubro do ano que vem, data das eleições gerais.
Matérias Relacionadas
Política
Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos
Projeto segue agora para promulgação

Política
Professora Rosane Jankowski Ganske assume interinamente a Educação de Corupá
O prefeito anunciou nesta quarta-feira que a professora assume, em caráter interino, o comando da Secretaria Municipal de Educação

Geral
Infraestrutura de SC demanda investimento de R$ 57 bi até 2029, estima FIESC
Agenda da Infraestrutura apresentada nesta terça-feira (2) elenca obras prioritárias para melhoria da competitividade; 75% dos recursos devem vir da iniciativa privada

Política
Promiscuidade total
Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso

