Política
Promiscuidade total
Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
Crédito: Rádio Jaraguá Lula da Silva perdeu qualquer tipo de cerimônia. A coisa está acontecendo à luz do dia, sem constrangimento, e ele nem fica vermelho. Na semana passada, transformou o Palácio do Planalto em palanque eleitoral para a sanção do projeto que isenta do Imposto de Renda brasileiros que percebem até R$ 5 mil e, parcialmente, de forma escalonada, aqueles que percebem até R$ 7.350.
Aliás, não foi a primeira e nem será a última vez. A Justiça, sempre muito diligente no governo Bolsonaro — que não podia sequer nomear diretor da Polícia Federal e tinha qualquer movimento administrativo questionado —, em relação ao governo Lula é uma festa. Está tudo liberado. Até porque foram eles que o tiraram da prisão para transformá-lo novamente em presidente da República. Mas Lula foi para um pronunciamento de rádio e televisão, que é muito próprio para o presidente da República fazer comunicados e anúncios relacionados ao componente administrativo do governo. No caso da “deidade vermelha”, contudo, foi diferente. Nada institucional, foi um posicionamento eleitoreiro, já parecendo em plena campanha. E ninguém diz nada.
Deboche
Ou seja, a máquina está sendo vergonhosamente, escancaradamente, utilizada para proveito do projeto de reeleição de Lula da Silva — e fica por isso mesmo. Está tudo certo.
Escárnio
Temos campanha eleitoral antecipada com a utilização dos instrumentos governamentais. E vejam só: isso na forma e no conteúdo. Lula da Silva começa a anunciar um benefício social atrás do outro.
Eu, tu, nós, eles
Quem paga essa farra toda? É o governo. Mas o governo vive de recursos provenientes de onde? Única e exclusivamente da arrecadação de impostos, pesadíssimos. Então, somos nós que estamos bancando a festa toda. O Brasil voltou!
Dosagem
E não se trata de abominar o atendimento a quem realmente precisa, mas não é isso o que ocorre. O PT, o governo, a esquerda, se alimentam da pobreza e da miséria, concedendo migalhas à parcela menos favorecida em troca de votos. Simples assim.
Verdadeira conquista
Não há nenhuma conquista social mais significativa do que o emprego, que traz dignidade e oportunidades às pessoas. Mas os governos petistas estão criando uma cultura e ensinando o brasileiro a viver sem produzir absolutamente nada, só de benefícios.
Encostados
E faz aqui ou ali um biquinho. Para que vai trabalhar a semana inteira se, com um bico de um único dia e os benefícios sociais, percebe praticamente a mesma coisa? Ou seja, a engrenagem perversa faz com que essa turma fique devendo para a canhotada.
Só cresce
Estamos falando disso há 23 anos. E vamos repetir, é preciso refrescar a memória. Nos últimos 23 anos, em 17 os governos foram do PT — e os benefícios sociais só aumentam, quando na verdade o objetivo seria reduzi-los e eliminá-los paulatinamente com a geração de emprego. Mas eles criam cada vez mais impostos para inviabilizar os empresários e empreendedores, que aí não podem oferecer emprego. Essa é a verdade nua e crua de um país fadado ao fracasso contínuo.
Meta clara
O objetivo é quebrar o país para terem domínio, monopólio estatal. Além de empregar boa parte da sociedade, oferecem benefícios sociais para manter dependência.
Sobrecarga
E como os empresários não aguentam mais pagar impostos, acabam reduzindo o tamanho da empresa ou fechando, ficando longe de buscar expansão. Porque o governo não quer que a iniciativa privada seja provedora dos empregos — realidade em qualquer parte do mundo minimamente civilizado.
Ideal
O Estado tem que ser mínimo, apenas para atender saúde, educação e segurança, e não ser empregador. Mas, em 2026, teremos um ano em que esse governo, com a complacência do Judiciário, vai fazer muita coisa que a própria lei proíbe — mas só para aqueles que não são aliados.
Apertem os cintos.
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