Política
João Rodrigues tem os ex-governadores, Jorginho tem o governo
Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
Crédito: Rádio Jaraguá Estamos nos últimos dias das convenções homologatórias, com o prazo se estendendo até 5 de agosto. Neste sábado, pela manhã, João Rodrigues será homologado na Assembleia Legislativa, aqui na Capital, com a presença do presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado. À tarde, em São José, é a vez de Jorginho Mello, com o comparecimento do liberal Flávio Bolsonaro. Duas candidaturas conservadoras, dois palanques, um mesmo espectro ideológico. Do outro lado, Gelson Merísio, hoje abrigado no PSB Socialista, com a participação de PT, PDT, PSOL, PV, PCdoB e companhia.
2022 e o que mudou
Se fizermos um cotejamento com as eleições de 2022, chegamos a conclusões interessantes. Naquele pleito, foram sete candidaturas relevantes ao governo. À esquerda, Décio Lima pelo PT e Jorge Moreira pelo PDT. À direita, cinco candidaturas: o então governador Carlos Moisés pelo Republicanos, Esperidião Amin pelo PP, Gean Loureiro pelo União Brasil, Jorginho Mello pelo PL e Odair Tramontim pelo Novo. O único que concorre novamente ao governo é Jorginho Mello, desta vez buscando a reeleição.
Os derrotados de 22
Os outros quatro candidatos conservadores de 2022 voltam à disputa, mas em outros cargos. E todos apoiam João Rodrigues. Esperidião Amin concorre à reeleição ao Senado. Carlos Moisés, agora no União Brasil, vai à Câmara Federal. Gean Loureiro, também no UB, vai à Assembleia. E Odair Tramontim, pelo Novo, disputa uma vaga de deputado estadual. Quatro adversários de 2022, todos do mesmo campo conservador, todos hoje na mesma trincheira contra Jorginho Mello.
Racha no Novo
Com um detalhe: dentro do próprio Novo já se abriu uma dissidência. A corrente liderada por Adriano Silva, vice de Jorginho Mello, se distanciou do presidenciável Romeu Zema, que nas últimas semanas atacou insistentemente Flávio Bolsonaro. Adriano não compareceu à convenção de Zema e seus liderados também não apareceram. Tramontim, por sua vez, tem posição diferente, mais próxima de Zema e mais distante de Jorginho. O Novo dividido é mais um elemento de complexidade nesse tabuleiro.
De Bornhausen a Moisés
Mas o dado que mais chama atenção é outro. Todos os ex-governadores vivos estão com João Rodrigues. Jorge Bornhausen, eleito pela Assembleia Legislativa no final da década de 70. Esperidião Amin, duas vezes governador pelo voto direto. Paulo Afonso Vieira, pelo MDB, também no voto. Eduardo Moreira, que cumpriu dois mandatos tampão. Leonel Pavan, hoje prefeito de Camboriú, igualmente mandado tampão. Raimundo Colombo, duas vezes eleito no primeiro turno. E Carlos Moisés, o mais recente. Todos com João Rodrigues.
A história não vota
Sob o aspecto da trajetória eleitoral de médio e curto prazo, os ventos sopram a favor de João Rodrigues. Os quatro que disputaram o espaço conservador com Jorginho em 2022 estão agora do lado de João. Todos os ex-governadores vivos também. É um peso histórico e simbólico considerável. Se isso vai se traduzir em votos, aí vamos observar o desenrolar dos acontecimentos.
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